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EDITORIAL

Maricia Ciscato

Chegamos, com muita satisfação, ao 12º número da revista online da Escola Brasileira de Psicanálise, a Correio Express. Este número – que se apresenta com um novo formato, a fim facilitar sua circulação entre nós e também entre os números anteriores – retoma rubricas das diretorias de Biblioteca e de Cartéis e Intercâmbio, sob o olhar das novas diretoras. Patrícia Badari dá seu tom alegre e convida a todos ao trabalho com Bibliô; e Nohemí I. Brown, com sua delicadeza, introduz a Dobradiça de Cartéis já com duas preciosas contribuições sobre o trabalho em um cartel “relâmpago”.

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BIBLIÔ

Uma Biblioteca na EBP

Patrícia Badari

Letras, palavras, escritos. Ruídos, áudios, canções. Imagens, fotografias, filmes. Livros, documentos, gravações… Bibliotecas! Bibliotecas das mais variadas e variados formatos!

As “bibliotecas minerais”, com escritos em argila, foram as primeiras. E hoje, seguimos com o acervo impresso, virtual, in loco e outros tantos formatos que ainda serão inventados.

Foram inúmeras as mudanças ao longo dos séculos. E sobre cada uma e a cada vez nos perguntamos: O que é uma biblioteca? Qual sua função?

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DOBRADIÇA DE CARTÉIS

Dobradiça de Cartéis

Nohemí I. Brown

Como sabemos, Lacan funda uma Escola e junto com ela o cartel. Essa Escola é uma forma diferente de se haver com o grupo analítico, diferente da de Freud. É uma forma que inaugura uma maneira de se haver com os analistas, com os não analistas, com o ensino e a transmissão da psicanálise.

O trabalho em cartel, nesses pequenos grupos, com um limite de tempo, com a exigência de uma produção singular de cada um de seus participantes e com o compromisso de expor suas produções, assim como suas crises, faz dele um dispositivo privilegiado nestes tempos que correm. Se, às vezes, o cartel dá a impressão de ser um grupo muito contemporâneo, sem líder, sem hierarquias, também sabemos que não é da ordem do “todos iguais”. É na função do Mais-um onde se sustenta o modo de trabalho desse grupo.

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Uma investigação a partir de uma experiência em cartel relâmpago

Marilsa Basso

O uso do dispositivo de cartel desde a proposta original de Lacan nos convoca à produtividade que suporta, embasa e traz avanços à psicanálise e, num âmbito político, interroga e fomenta a Escola.

Hoje vemos modos de uso de cartel como ferramenta que não seguem os mesmo parâmetros e orientações iniciais, os chamados cartéis não standards, como os cartéis fulgurantes e os cartéis relâmpagos. Diante disso, cabe-nos investigar, mas não sem questionar seu uso, efeito ou eficácia.

Vou citar algumas questões que essa prática suscita, mais como problematização do que resposta, situando de antemão que se trata de uma investigação.

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Efeitos de uma experiência de Cartel Relâmpago – EBP/SP

Guilherme Pimentel Jordão

Os interlocutores reunidos em grupo para a discussão dos produtos dos cartéis relâmpagos expuseram, a princípio, as alternativas metodológicas escolhidas por cada grupo. Elas priorizaram, de maneira geral, a produção e elaboração individual das questões surgidas durante o trabalho em cartel, de cada um dos seus participantes, trazidas em seguida ao debate.

A atualidade política brasileira suscita a preocupação dos presentes, o que reflete o espírito presente na cidade, após a ascensão ao poder das forças de extrema-direita, em associação com as diversas formas de fundamentalismo religioso, cuja consequência é o notório avanço, seja no plano das instituições, seja na esfera das relações íntimas, dos fenômenos de segregação.

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PORVIR

A internet, a biopolítica e as paixões do ser

Adriano Aguiar

O tema do próximo ENAPOL não poderia ser mais atual. O mundo assiste atônito à escalada de ódio, cólera e indignação que ganhou uma amplitude global nos últimos anos. Racismo, sexismo, homofobia, rivalidades religiosas, xenofobia, parecem estar mais do que nunca presentes em nosso cotidiano. Se antes estas paixões mortíferas pareciam encarnar em outros distantes, hoje elas estão incorporadas nos amigos mais próximos e nos familiares mais queridos.

Não podemos compreender a escalada do ódio no mundo atual sem compreender os efeitos da presença maciça da internet em nosso cotidiano. De dez anos para cá, o advento dos smartphones e das redes sociais fizeram com que o uso da internet se intensificasse e se transformasse. Doravante estamos conectados o tempo todo, pois os smartphones passaram a fazer parte do nosso corpo. Segundo Éric Laurent, a internet transforma o regime de gozo do sujeito contemporâneo, lhe oferecendo “um campo de expansão formidável para a loucura narcísica”, esta que Lacan chamou de “paixão da alma por excelência”.

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ECOS

XIII Congresso de Membros da EBP – Breve comentário sobre o humor

Nancy Greca Carneiro

A psicanálise se apresenta como um tratamento pela palavra. Lacan foi frequente e intensamente criticado por um formalismo estrutural que deixava de lado os afetos. Mas sim, a psicanálise é uma experiência de palavra, palavras que afetam um corpo que fala e onde a dimensão real do corpo adquire cada vez maior importância.

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ALINHAVOS

Ernesto Anzalone

Escolhemos algumas obras do artista Banksy para acompanhar nossa Correio Express N.12. Banksy é o pseudônimo utilizado pelo artista mais representativo da arte urbana contemporânea. Sua identidade é desconhecida, não havendo dados biográficos a seu respeito. Presume-se que nasceu numa cidade pequena próxima de Bristol, onde apareceram suas primeiras obras. Seus grafites procuram fazer um uso subversivo das paredes públicas, invadindo-as sem permissão, exibindo nelas o mal-estar contemporâneo. Sua misteriosa identidade, assim como suas intervenções…

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