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AGENTE 19

R$ 50,00

[…] há algo a aprender com o fato de que o sentido
escape. Não escapa só porque sejamos tolos. A fuga
tem a ver com o que é o sentido. Escapar, fugir, é a
maneira de ser própria do sentido.

[…] parece-me que a aposta de Lacan neste texto é
dizer que a fuga do sentido, seu escapismo, é um
real. Podemos tocá-lo, mas não logramos sua fuga.
Há um real quando há resistência, algo impossível
de mudar. Associamos a ideia, o sentido de real, com
a imobilização, com estar em um ponto e não se mover.
Mas aqui, o que não muda é a fuga, a fuga é uma
coisa imóvel e inamovível: é um real. Parece-me que
o esforço de Lacan é pensar o real a partir da fuga,
dessa fuga. A fuga é o real do sentido. É a maneira
como experimentamos na linguagem o impossível
da relação com o sentido. Nós o experimentamos
através disto que não se capta, que não se deixa fixar.

[…]

[…] A fuga do sentido demonstra a função do “não-
-todo” na linguagem.

Miller, J.-A. Sobre a fuga do sentido (1994).

RUÍDOS E SILÊNCIOS DA VIDA CONFINADA

R$ 77,00

A pandemia entrou em nossas vidas com o roteiro já escrito por Hollywood. Desde a moda dos disaster movies dos anos 70, não há um ano que a terra não seja destruída por cometas, terremotos, vírus e zumbis. Sem uma narrativa própria do horror, iniciamos a pandemia projetando nossos piores pesadelos no mundo existente no outro lado da porta. Rapidamente muitos hábitos mudaram, as casas passaram a ter suas portas manchadas pelo álcool e água sanitária, houve um boom dos serviços delivery e das vendas de produtos para home office. As redes sociais também mudaram. As selfies desapareceram, passamos ao mundo das lives, novo modo de mostrar que o corpo ainda está vivo. Custou um tempo para compreender que teríamos que inventar nosso próprio fim de mundo, sem trilhas sonoras, sem letreiros no fim nem grandes heróis. Nossos heróis dessa vez não morreram de overdose, morreram à deriva, abandonados por políticas que se afastaram da conversação democrática.

CARTEL, NOVAS LEITURAS

R$ 50,00

“Tenho o prazer e a honra de apresentar a vocês, leitores, a nova coletânea da Escola Brasileira de Psicanálise (EBP) sobre o cartel, que traz novas leituras aos interessados pela formação do psicanalista de orientação lacaniana […] Suas páginas reúnem valiosas contribuições sobre o tema, elaboradas por autores da EBP e de outras Escolas da Associação Mundial de Psicanálise (AMP), que se debruçaram sobre ele. São relatos de experiências sobre o “órgão de base”, aplicações variadas da “elaboração sustentada em pequeno grupo”, mostrando que essas formações coletivas são de um tipo muito particular.” (Do prefácio, Angelina Harari)

1,2,3,4 TOMO I – LOS CURSOS PSICOANALÍTICOS DE JACQUES-ALAIN MILLER

R$ 169,00

Uma estrutura quadripartida é sempre exigida do inconsciente na construção de uma ordem subjetiva ”. Essa frase, extraída por Jacques-Alain Miller dos Escritos, orienta uma jornada esclarecedora pelo ensino de Lacan, seguindo uma continuidade inesperada ao invés de pontos de ruptura. O Lacan do significante e aquele que qualificou a lógica como a “ciência do real” se reúnem em uma fórmula de 1966: “o inconsciente procede da lógica pura”.

O curso traça um percurso, a partir de uma dialética articulada com a estrutura em torno de uma função de exclusão, passando por uma perfuração das modalidades que o lugar central do que não deixa de ser anotado, até que termina no impossível de verificar logicamente. , equivalente a “não há relacionamento sexual.” Este axioma decisivo, o reverso daquele que o fantasma aspira fixar, resulta de um percurso pelo que a escrita permite e pelas condições que ela exige. Também um passeio pelos lugares e modalidades por que passa o sujeito para dizer o que escapa a toda articulação em termos de verdade.

Assim, revela-se o aparato mínimo, necessário e suficiente para especificar a impossibilidade que está em jogo no caso da realidade. Miller destaca a estrutura quaternária das fórmulas de sexuação, revelando detalhes altamente iluminadores em sua construção.