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AGENTE 19

R$ 50,00

[…] há algo a aprender com o fato de que o sentido
escape. Não escapa só porque sejamos tolos. A fuga
tem a ver com o que é o sentido. Escapar, fugir, é a
maneira de ser própria do sentido.

[…] parece-me que a aposta de Lacan neste texto é
dizer que a fuga do sentido, seu escapismo, é um
real. Podemos tocá-lo, mas não logramos sua fuga.
Há um real quando há resistência, algo impossível
de mudar. Associamos a ideia, o sentido de real, com
a imobilização, com estar em um ponto e não se mover.
Mas aqui, o que não muda é a fuga, a fuga é uma
coisa imóvel e inamovível: é um real. Parece-me que
o esforço de Lacan é pensar o real a partir da fuga,
dessa fuga. A fuga é o real do sentido. É a maneira
como experimentamos na linguagem o impossível
da relação com o sentido. Nós o experimentamos
através disto que não se capta, que não se deixa fixar.

[…]

[…] A fuga do sentido demonstra a função do “não-
-todo” na linguagem.

Miller, J.-A. Sobre a fuga do sentido (1994).

AGENTE Nº 18

R$ 50,00

Recolher no duplo sentido da palavra. Eis o propósito da Agente 18 que vocês têm entre as mãos. Colhe os frutos do trabalhado em 2018 na Seção Bahia da EBP e reúne intimamente o que de outro modo permaneceria disperso. Também nos servimos do sentido dicionarizado de deixar o lugar onde se estava, para ir abrigar-se, ficar sozinho num local privado, íntimo. A intimidade opaca da vida de momentos de vida da Seção Bahia nesse objeto êxtimo que oferecemos para vocês leitores.

Agente n.18 Revista da Seção Bahia da Escola Brasileira de Psicanálise, 2019.