{"id":3154,"date":"2020-04-11T12:26:37","date_gmt":"2020-04-11T15:26:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/?p=3154"},"modified":"2020-08-17T16:37:56","modified_gmt":"2020-08-17T19:37:56","slug":"a-eclosao-do-outro-rompido-o-toque-de-recolher-e-o-analista-como-parceiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/2020\/04\/11\/a-eclosao-do-outro-rompido-o-toque-de-recolher-e-o-analista-como-parceiro\/","title":{"rendered":"A eclos\u00e3o do Outro rompido, o toque de recolher e o analista como parceiro"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Fernanda Otoni Brisset<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Desde que o toque de recolher sacudiu minha rotina, h\u00e1 alguns dias, me perguntei como prosseguir com a pr\u00e1tica anal\u00edtica se o conv\u00edvio social, de forma presencial, fora suspendido como resposta \u00e0 nova desordem mundial em fun\u00e7\u00e3o da pandemia da COVID-19, doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>A \u201cdist\u00e2ncia\u201d entre os corpos se impunha, tornando-se um significante insistente infiltrado na demanda que alguns analisantes formulavam: voc\u00ea faz \u201catendimento \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d? Se a medida de supress\u00e3o provocara a queda do sintagma \u201catendimento presencial\u201d, o que se fazia notar atrav\u00e9s dessa demanda \u00e9 que o investimento libidinal no \u201catendimento\u201d n\u00e3o se suspendera, mais ainda, se deslocara e se grampeava a um arranjo novo que for\u00e7ava o la\u00e7o poss\u00edvel entre esses dois significantes, \u201catendimento\u201d e \u201cdist\u00e2ncia\u201d, face \u00e0 exig\u00eancia sanit\u00e1ria do afastamento entre os corpos.<\/p>\n<p>\u00c9ric Laurent, na confer\u00eancia de Barcelona, aponta que \u201co analista n\u00e3o deve esquecer que n\u00e3o \u00e9 seu ser que move a opera\u00e7\u00e3o anal\u00edtica\u201d<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>. Citando Lacan, sublinha que \u201caquele que sabe \u00e9, na an\u00e1lise, o analisando\u201d e o analista entra a\u00ed como \u201cum Outro que segue (<em>suit<\/em>)\u201d<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a> Agora, a pergunta sobre as condi\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio da pr\u00e1tica anal\u00edtica se relan\u00e7ara: como a psican\u00e1lise pode operar para dar tratamento ao imposs\u00edvel de suportar apresentado pelo que essa situa\u00e7\u00e3o in\u00e9dita ativara? Se a pr\u00e1tica anal\u00edtica n\u00e3o tem <em>standard<\/em>, ela n\u00e3o \u00e9 sem princ\u00edpios. H\u00e1 alguns anos, eu j\u00e1 realizava atendimento atrav\u00e9s de \u00e1udio com alguns analisantes, em situa\u00e7\u00f5es singulares. Contudo, agora, n\u00e3o se tratava da mesma coisa.<\/p>\n<p><strong><em>O Outro rompido: o Um, o <\/em><\/strong><strong>trou (\u201cfuro\u201d)<em> e o la\u00e7o<\/em><\/strong><\/p>\n<p>As refer\u00eancias cotidianas n\u00e3o nos servem mais de guia, as tabuletas ficaram ileg\u00edveis, e n\u00e3o h\u00e1 como assegurar o que ser\u00e1 o amanh\u00e3. Mais do que o Outro que n\u00e3o existe, neste instante, o que concebemos como Outro, o que foi pactuado como rotina do \u201cmundo\u201d, rasga-se, esgar\u00e7a-se e se mostra, para todos e para cada um, sob a forma do que Laurent extraiu de Lacan como o \u201cOutro rompido\u201d<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>. As estabiliza\u00e7\u00f5es ficcionais com as quais cada um erigiu sua defesa e suas amarra\u00e7\u00f5es foram perturbadas. O gozo entra em disrup\u00e7\u00e3o. O Outro se rompe e a \u201cordem pr\u00e9via feita da rotina do discurso pelo qual as significa\u00e7\u00f5es se mant\u00eam, se evanesce\u201d<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>.<\/p>\n<p>Como \u201co inconsciente n\u00e3o se desperta jamais\u201d<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>, conforme anota Jacques-Alain Miller, o que nesses dias somos levados a experimentar, mais do que nunca, \u00e9 a radicalidade de um Outro rompido que eclode desse real impelindo-nos para o que se situa antes do tempo em que um sentido pudesse aparecer, precipitado por um <em>trou<\/em>, um furo, um vazio subjetivo que vibra perturbado pela instabilidade de <em>lal\u00edngua<\/em> face ao <em>troumatisme<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\"><strong>[vi]<\/strong><\/a><\/em>. A psican\u00e1lise constata o que eclode desse <em>trou, <\/em>desse furo que traumatiza ou do trauma que fura o encadeamento do sentido: o Outro est\u00e1 rompido e nesse v\u00e1cuo \u201cencontramos o Um, que \u00e9 o res\u00edduo\u00a0\u201d<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a> da ruptura, e adv\u00e9m como uma disrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o seria justamente nessas situa\u00e7\u00f5es, tal como podemos ler em Lacan, que a psican\u00e1lise se mostra como um <em>fazer de verdade<\/em><a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>? Instante que evoca o analista como <em>semblante<\/em>, \u201cno sentido de um fazer novo\u201d<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>?\u00a0 Com o <em>Ultim\u00edssimo Lacan<\/em> sabemos que \u201co inconsciente s\u00f3 vem depois (\u2026). \u2018Acrescenta-se uma pitada de sentido, mais isso segue sendo um semblante<em>\u2019<\/em>\u201d<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a>. N\u00e3o por acaso, reservamos ao semblante o valor operat\u00f3rio da costura do simb\u00f3lico com o real.<\/p>\n<p>Se, por um lado, a disrup\u00e7\u00e3o de gozo que eclode com a irrup\u00e7\u00e3o do real coloca em evid\u00eancia o Outro rompido, por outro lado, o Um do gozo da\u00ed desalojado tensiona, for\u00e7a um <em>efeito-sentido<\/em> e evoca o analista a um <em>fazer de verdade<\/em>, ou seja, um <em>fazer novo<\/em> entre o Um, o furo e seu la\u00e7o.<\/p>\n<p><strong><em>A cl\u00ednica das amarra\u00e7\u00f5es <\/em><\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia anal\u00edtica, nessa irrup\u00e7\u00e3o do Outro rompido, se oferta como um dispositivo que pode ser acionado, segundo a forma e o tempo de cada um. Em alguns casos, guardar um intervalo pode ser preciso para manter a v\u00e1lvula da inconsist\u00eancia em funcionamento, l\u00e1 onde o Outro tende a consistir. Em outros casos, se um c\u00e1lculo indica que na aus\u00eancia da sess\u00e3o anal\u00edtica uma desamarra\u00e7\u00e3o se precipita, pois a parceria anal\u00edtica funciona ali como um fio conector do la\u00e7o social, o intervalo n\u00e3o pode se infinitizar. Para alguns outros, informar a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria do atendimento e se colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o pode ser uma forma de estar ao lado, simplesmente, aguardando o uso que o falasser far\u00e1 do parceiro analista que o segue.<\/p>\n<p>Em todo caso, o falasser responde a seu modo \u00e0 oferta anal\u00edtica, e o analista segue o analisante em seu esfor\u00e7o de al\u00e7ar um dizer, um saber fazer que possa ancorar o que subsiste fora da simboliza\u00e7\u00e3o, seguindo o que se passa desde \u201co furo que sopra\u201d<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a>, favorecendo uma abertura, um deslocamento permanente para o que persiste como exist\u00eancia. Nesse universo vari\u00e1vel, a cl\u00ednica das amarra\u00e7\u00f5es demonstra sua plasticidade no tratamento do real e ser\u00e1 uma opera\u00e7\u00e3o exigida a dirigir o trabalho nesse tempo de desordem. Alguns decidem seguir o trabalho anal\u00edtico atrav\u00e9s de conex\u00f5es <em>on-line<\/em>, uns chamam o analista intermitentemente, outros aguardam a rotina voltar, dentre outras propostas que surgem desse inusitado.<\/p>\n<p>A oferta anal\u00edtica segue, t\u00e3o um a um e t\u00e3o caso a caso, segundo os recursos materiais e subjetivos que permitam ao falasser dar um tratamento \u00e0 disrup\u00e7\u00e3o do gozo, atrav\u00e9s de alguma forma de elabora\u00e7\u00e3o, uma fic\u00e7\u00e3o que possa restaurar certo saber fazer com esse Outro rompido. Solu\u00e7\u00f5es fora do <em>standard<\/em> e do que era rotineiro ou at\u00e9 do que acontecia de vez em quando, mesmo \u00e0 dist\u00e2ncia, servem de recursos tecnol\u00f3gicos, gambiarras, bricolagens, bem como objetos \u00e0 moda antiga. Afinal, cada um sabe como se servir do analista, como parceiro sinthoma. Foi o que me ensinou um analisante que me enviava mensagens de WhatsApp dizendo estar sem sa\u00edda, confinado a um apartamento pequeno com seus familiares. Dividia seu quarto com seu irm\u00e3o, sentia sua privacidade invadida e confiscada. N\u00e3o poderia falar ao telefone e muito menos por Skype, pois temia ser ouvido atrav\u00e9s das portas e das paredes. Em seu esfor\u00e7o em abrir um furo para escoar esse gozo desalojado e iterativo que agitava seu corpo e desestabilizava suas fr\u00e1geis amarra\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas, lan\u00e7a o convite: \u201cno lugar das sess\u00f5es, posso lhe escrever cartas?\u201d Por ora, seguiremos assim, com as cartas que antecedem o e-mail que alguns j\u00e1 consideram obsoleto!<\/p>\n<p>Nessa cl\u00ednica \u00e0 dist\u00e2ncia, modular o uso da voz, do olhar e da letra como presen\u00e7a do analista, parceiro de gozo, torna-se primordial. A supress\u00e3o do encontro entre os corpos n\u00e3o suspende a transfer\u00eancia do <em>Um<\/em>. Do lado do analista, a oferta segue sem destituir-se do corpo, o que evoca a fun\u00e7\u00e3o do desejo do analista como causa irredut\u00edvel. Da libra de carne exigida, Lacan insiste que \u201cconv\u00e9m lembrar que ela \u00e9 corpo e que somos objetais, o que significa que n\u00e3o somos objetos do desejo sen\u00e3o como corpo\u201d<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[xii]<\/a>.<\/p>\n<p>A disrup\u00e7\u00e3o de gozo que eclode de um furo exige do analista um bom uso da heresia para evocar, com seu ato, o que reverbera, a partir desse insond\u00e1vel do ser, a favor de um la\u00e7o poss\u00edvel e consoante \u00e0 nossa pol\u00edtica do sinthoma.<\/p>\n<p>*****<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa comunidade anal\u00edtica de trabalho, no isolamento em que esse tempo nos instala, com a supress\u00e3o do encontro entre os corpos, ser\u00e1 na parceria com nossa solid\u00e3o subjetiva que sustentaremos, \u00e0 dist\u00e2ncia, a conversa\u00e7\u00e3o no <em>Banquete dos analistas<\/em>, mantendo tamb\u00e9m ativo o la\u00e7o entre n\u00f3s. Uma aposta de que o Um que nos amarra n\u00e3o se disperse e se mostre vivo, ainda que, por ora, isso se fa\u00e7a notar na pulsa\u00e7\u00e3o de um desejo que do corpo se desloca atrav\u00e9s do correio que segue entre n\u00f3s e nos conecta, enquanto aguardamos nosso alegre encontro que se far\u00e1, espero, num breve porvir.<a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\"><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h6><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> LAURENT, \u00c9. Disrup\u00e7\u00e3o do gozo nas loucuras sob transfer\u00eancia. <em>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 79, julho\/2018, p. 55.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> LACAN, J. <em>Le s\u00e9minaire<\/em>, livre XXIV: <em>L\u2019insu que sait de l\u2019une b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>. Texto estabelecido por J.-A. Miller. Li\u00e7\u00e3o de 10 maio de 1977. <em>Ornicar?<\/em>, Paris, Navarin, n. 17-18, 1979, p. 18.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> LAURENT, \u00c9. Disrup\u00e7\u00e3o do gozo nas loucuras sob transfer\u00eancia<em>,<\/em> julho\/2018, p. 56.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> MILLER, J.-A. <em>L\u2019orientation lacanienne: L\u2019\u00catre et l\u2019um<\/em>. Curso pronunciado no Departamento de Psican\u00e1lise da Universidade Paris VIII. Li\u00e7\u00e3o de 23 de mar\u00e7o de 2011. (In\u00e9dito)<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> MILLER, J.-A. <em>El ultim\u00edssimo Lacan<\/em>. Li\u00e7\u00e3o de 14 mar\u00e7o de 2007. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2014, p. 145<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> <em>Trou<\/em>matisme \u00e9 um termo criado por Lacan (li\u00e7\u00e3o de 19\/02\/1974), a partir do jogo de palavras em franc\u00eas (<em>trou<\/em> \u2013 furo e <em>traumatisme<\/em>), que nos d\u00e1 a dimens\u00e3o do trauma como um buraco no interior do simb\u00f3lico.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> MILLER, J.-A. <em>El ultim\u00edssimo Lacan.<\/em> Li\u00e7\u00e3o de 21 de mar\u00e7o de 2007, p. 154<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> LACAN, J. <em>Le s\u00e9minaire<\/em>, livre XXIV: <em>L\u2019insu que sait de l\u2019une b\u00e9vue s\u2019aile \u00e0 mourre<\/em>, 1979, p. 18,<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> LAURENT. Disrup\u00e7\u00e3o do gozo nas loucuras sob transfer\u00eancia<em>,<\/em> julho\/2018, p. 59<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> MILLER, J.-A. <em>El ultim\u00edssimo Lacan<\/em>, 2014. p. 142.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> LAIA, S. \u201cO furo que sopra\u201d. <em>Curinga,<\/em> Belo Horizonte, n. 45, janeiro-fevereiro 2018, p. 155-166.<\/h6>\n<h6><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[xii]<\/a> LACAN, J. <em>O semin\u00e1rio<\/em>, livro 10: <em>A ang\u00fastia<\/em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2005, p. 237.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Fernanda Otoni Brisset Desde que o toque de recolher sacudiu minha rotina, h\u00e1 alguns dias, me perguntei como prosseguir com a pr\u00e1tica anal\u00edtica se o conv\u00edvio social, de forma presencial, fora suspendido como resposta \u00e0 nova desordem mundial em fun\u00e7\u00e3o da pandemia da COVID-19, doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus. A \u201cdist\u00e2ncia\u201d entre os corpos&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[87],"tags":[],"class_list":["post-3154","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-correio-express-extra-no008","category-87","description-off"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3154"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3155,"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3154\/revisions\/3155"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3154"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3154"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ebp.org.br\/correio_express\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}