“Sua paixão, a do transexual, é a loucura de querer livrar-se desse erro, o erro comum que não vê que o significante é o gozo e que o falo é apenas o significado” (Lacan, J. O seminário, livro 19… ou pior, p. 17)   Nesta frase Lacan continua trabalhando a questão que o move desde suas primeiras […]

“Jones girou muito tempo em torno desse problema, encarnado no que se supõe implicado pela perspectiva falocêntrica, a saber, a ignorância primitiva não só do homem, mas da própria mulher, no tocante ao lugar da conjunção, isto é, a vagina. Os desvios percorridos por Jones nesse caminho, em parte fecundos, embora inacabados, mostram a que […]

A “queda do falocentrismo” nos interroga tanto como fenômeno em si, como em suas possíveis “consequências para a psicanálise”. Tenho lido, ouvido e aprendido com colegas que exploram as nuances desse tema em torno do exercício do poder e da política, da partilha sexual, das relações econômicas, entre tantos outros. A partir daí, busco aqui […]

O falocentrismo: cai ou não cai? Tomara que caia Eis a atual querela do falo? Na maravilhosa canção de Cole Porter, cai-se[1] no amor com a relação sexual generalizada. Let’s do it, let’s fall in love. Como disse Lacan falando com as paredes, o discurso capitalista não leva a cair no amor, mas sim fora dele. Porter […]

“Já em “Subversão do sujeito e dialética …”, Lacan termina dizendo: a castração significa que o gozo precisa ser recusado, para que possa ser atingido”. Não devemos nos hipnotizar sobre a recusa do gozo, isso é o que acontece, digamos, na lógica da castração. O termo importante é a ideia de que ele pode ser […]

A função do Pai mudou e com isso a “bússola fálica perdeu seu brilho e seu caráter operatório”[i]. Nesse sentido, os semblantes que costumavam acolher um modelo de identificação regulado pelo pai da tradição, e pelo Ideal, tornaram-se precários para abordarmos os modos de situar a pulsão na atualidade. “Novos modos de respostas surgem, novas […]

Freud anunciou que a clínica psicanalítica teria que se haver com os restos irredutíveis do gozo e com a presença de um supereu feroz. O caminho de Lacan seguiu essa direção e depois de construir a estrutura da supremacia do significante com seu efeito de sujeito, terminou colocando a relação com o gozo como central […]

“O gozo peniano advém a propósito do imaginário, isto é, do gozo do duplo, da imagem especular, do gozo do corpo. Ele constitui propriamente os diferentes objetos que ocupam as hiâncias das quais o corpo é o suporte imaginário. O gozo fálico, em contrapartida, situa-se na conjunção do simbólico com o real. Isso na medida […]

Freud anunciou que a clínica psicanalítica teria que se haver com os restos irredutíveis do gozo e com a presença de um supereu feroz. O caminho de Lacan seguiu essa direção e depois de construir a estrutura da supremacia do significante com seu efeito de sujeito, terminou colocando a relação com o gozo como central […]

“O gozo peniano advém a propósito do imaginário, isto é, do gozo do duplo, da imagem especular, do gozo do corpo. Ele constitui propriamente os diferentes objetos que ocupam as hiâncias das quais o corpo é o suporte imaginário. O gozo fálico, em contrapartida, situa-se na conjunção do simbólico com o real. Isso na medida […]