O objetivo deste trabalho é articular a feminização do mundo atual, consequência da queda do falocentrismo, com o sintoma fóbico e seus objetos.  O norteamento do trabalho será a clínica com crianças, hoje. Para tal, me utilizo do texto de Romildo do Rêgo Barros (1) publicado em Polifonias 2, na Disciplina do Comentário: “Limites da […]

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Não me escute, sou de outro planeta, ainda vejo horizontes onde você desenha fronteiras. (Frida Khalo) A queda do falocentrismo A trama edípica que regula o desejo e o gozo já não é mais o que era. Assistimos a uma queda da significação do falo no sentido forte do termo, como aquilo que permite “a […]

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“O único real que verifica o que quer que seja é o falo, na medida em que ele é o suporte da função do significante, acerca da qual assinalo nesse artigo que ela cria todo significado.” (Lacan, J. Seminário 23, p. 114) Podemos situar esta passagem do Seminário 23 como fazendo parte de uma nova abordagem do […]

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Nota sobre o pai e suas versões  “No creer en el NP a condición de servirse de él”. Es una frase que inhabilita para  el lacanismo a posibilidad de creer ciegamente en las virtudes de la metáfora  paterna… o ao menos hace resaltar que esta metáfora paterna está arraigada en un hecho de creencia atado […]

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  O Seminário de Orientação Lacaniana de 2014 foi coordenado por Romildo do Rêgo Barros e abordou o Curso de Jacques-Alain Miller, “El ultimísimo Lacan”, ditado em 2006-2007 e editado pelo Editorial Paidós em 2013. As notas que seguem destacam partes dos resumos que fiz dos seminários, a convite da coordenação das Jornadas, e publicados […]

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O Coaching na queda do falocentrismo Acompanho Lacan quando formula que o sujeito se constitui a partir do significante. Os significantes representam o sujeito para outros significantes. Esse campo, simbólico, dissocia o falo do órgão, da anatomia, e evidencia seu viés de significante conectado à palavra. No Seminário V,[1] Lacan define o falo como um significante que dá […]

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Simone de Beauvoir, no pequeno prefácio que escreve para Shoah, Vozes e faces do Holocausto, edição em brochura do roteiro do filme de mesmo título de Claude Lanzmann, diz: “(…) jamais teria imaginado tal aliança do horror e da beleza. Seguramente, uma não serve para mascarar o outro, não se trata de esteticismo: ao contrário, […]

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Há uma teoria espontânea do trauma. O que não podia acontecer, aconteceu. Impensável! Inimaginável! Insuportável! Demais. “Perco o controle” – Diante do impossível realizado, o sujeito está perdido, não é mais o que ele era, nem para si nem para os outros. Nenhuma resposta vale. O sintoma explode. A medicina, apoiada na ciência moderna, busca, […]

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“Sua paixão, a do transexual, é a loucura de querer livrar-se desse erro, o erro comum que não vê que o significante é o gozo e que o falo é apenas o significado” (Lacan, J. O seminário, livro 19… ou pior, p. 17)   Nesta frase Lacan continua trabalhando a questão que o move desde suas primeiras […]

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“Jones girou muito tempo em torno desse problema, encarnado no que se supõe implicado pela perspectiva falocêntrica, a saber, a ignorância primitiva não só do homem, mas da própria mulher, no tocante ao lugar da conjunção, isto é, a vagina. Os desvios percorridos por Jones nesse caminho, em parte fecundos, embora inacabados, mostram a que […]

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A “queda do falocentrismo” nos interroga tanto como fenômeno em si, como em suas possíveis “consequências para a psicanálise”. Tenho lido, ouvido e aprendido com colegas que exploram as nuances desse tema em torno do exercício do poder e da política, da partilha sexual, das relações econômicas, entre tantos outros. A partir daí, busco aqui […]

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O falocentrismo: cai ou não cai? Tomara que caia Eis a atual querela do falo? Na maravilhosa canção de Cole Porter, cai-se[1] no amor com a relação sexual generalizada. Let’s do it, let’s fall in love. Como disse Lacan falando com as paredes, o discurso capitalista não leva a cair no amor, mas sim fora dele. Porter […]

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“Já em “Subversão do sujeito e dialética …”, Lacan termina dizendo: a castração significa que o gozo precisa ser recusado, para que possa ser atingido”. Não devemos nos hipnotizar sobre a recusa do gozo, isso é o que acontece, digamos, na lógica da castração. O termo importante é a ideia de que ele pode ser […]

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A função do Pai mudou e com isso a “bússola fálica perdeu seu brilho e seu caráter operatório”[i]. Nesse sentido, os semblantes que costumavam acolher um modelo de identificação regulado pelo pai da tradição, e pelo Ideal, tornaram-se precários para abordarmos os modos de situar a pulsão na atualidade. “Novos modos de respostas surgem, novas […]

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Freud anunciou que a clínica psicanalítica teria que se haver com os restos irredutíveis do gozo e com a presença de um supereu feroz. O caminho de Lacan seguiu essa direção e depois de construir a estrutura da supremacia do significante com seu efeito de sujeito, terminou colocando a relação com o gozo como central […]

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“O gozo peniano advém a propósito do imaginário, isto é, do gozo do duplo, da imagem especular, do gozo do corpo. Ele constitui propriamente os diferentes objetos que ocupam as hiâncias das quais o corpo é o suporte imaginário. O gozo fálico, em contrapartida, situa-se na conjunção do simbólico com o real. Isso na medida […]

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Freud anunciou que a clínica psicanalítica teria que se haver com os restos irredutíveis do gozo e com a presença de um supereu feroz. O caminho de Lacan seguiu essa direção e depois de construir a estrutura da supremacia do significante com seu efeito de sujeito, terminou colocando a relação com o gozo como central […]

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“O gozo peniano advém a propósito do imaginário, isto é, do gozo do duplo, da imagem especular, do gozo do corpo. Ele constitui propriamente os diferentes objetos que ocupam as hiâncias das quais o corpo é o suporte imaginário. O gozo fálico, em contrapartida, situa-se na conjunção do simbólico com o real. Isso na medida […]

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No texto Em direção à adolescência, de Miller (2015) – uma proposta de orientação para os trabalhos preparatórios para a 4a Jornada do Instituto Psicanalítico da Criança(2) –, encontra-se a indicação de pontos cardeais para um estudo da adolescência. A leitura desse texto permitiu-me elaborar um comentário que se compõe de duas grandes partes, que […]

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Isabel do Rego B. Duarte: Podemos dizer que a marca de sua diretoria da EBP tem sido o resgate – em ato – do termo “Ação Lacaniana”, proposto por Miller há alguns anos. Nesse contexto, em que procuramos levar a sério o aforisma de Lacan “o inconsciente é a política”, e ainda com a inspiração […]

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Estamos reunidos sob a orientação lacaniana em direção ao tema da adolescência que teve como inspiração o texto de Jacques-Alain Miller “Em direção à adolescência”(1). Para a psicanálise, a adolescência não existe como conceito, mas devemos estar abertos aos significantes da cultura da nossa época e deles nos servirmos para que seja mantido o corte […]

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A proposição de nos debruçarmos sobre a “queda do falocentrismo” diz respeito a um para além do que consideramos como a significação fálica decorrente da instalação do Nome-do-Pai, desde a concepção clássica da neurose em Lacan. Miller aponta para o momento do desencadeamento da psicose de Schreber, no qual, a separação dos três registros se […]

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1) “Ao mesmo tempo, a característica principal dessa ‘organização genital infantil’ é sua diferença da organização genital final do adulto. Ela consiste no fato de, para ambos os sexos, estar em consideração apenas um órgão genital, ou seja, o masculino. O que está presente, portanto, não é uma primazia dos órgãos genitais, mas uma primazia do falo.” (p. 180) 2) […]

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Há muitos pontos em comum entre o que se destaca no período que convencionamos chamar de adolescência e no debate em curso na cultura com relação ao tema dos gêneros: a ênfase em metamorfoses exuberantes, por exemplo, na reconfiguração identitária, ou ainda nos embaraços e conquistas com relação à sexuação. Quero me concentrar nas questões […]

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Em “A linguagem aparato do gozo”(1), Miller aponta as distinções quanto à produção das condições que determinam “o encontro do objeto na puberdade” em Freud e em Lacan. O que Miller postula é que em Lacan o conceito de sexualidade ganha novos matizes, pois, se para Freud o encontro com o objeto encontra-se determinado pela […]

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Obrigada a Sampa pela oportunidade de dizer umas breves palavras deste assunto que está suscitando tantas, e por tantos lugares por onde a EBP ronda. Estamos atrás dos invariantes e das variações da adolescência, assunto que goza de péssima imprensa desde que fora inventado. Finais do século XVIII, início do XIX, inventa-se junto às outras […]

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​​​​O amor cortês é uma poética inventada para “Cantar as Mulheres” na idade média. Lacan se interessou pelo caráter inédito de uma encenação que exige gestos e palavras refinadas. Momento de separação entre as funções femininas e maternas sustenta a impossibilidade do objeto amado. O trovador aspirante a amante deve cumprir etapas e suplicar humildemente […]

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“Quanto a esse mesmo ponto, convém indagar se a mediação fálica drena tudo o que pode se manifestar de pulsional na mulher, notadamente toda a corrente do instinto materno. Por que não dizer aqui que o fato de que tudo o que é analisável é sexual não implica que tudo o que é sexual seja […]

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Gostaria de apresentar algumas das questões que o debate em curso na cultura com relação à explosão dos gêneros nos coloca, a nós analistas. Que explosão? São 56 opções para definição de gênero de alguém que se inscreva hoje no facebook americano, 17, no brasileiro. A ideia é que haja gêneros para todos os gostos, desde os […]

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A adolescência é um momento de passagem, ela se dá entre, um intervalo que envolve um antes e um depois, a infância e a idade adulta. Nela algo se transforma, por isso traz algo de novo. Quando o apelo ao Outro tinha lá seus encantos havia rituais de passagem e um discurso que mais ou […]

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Gostaria de parabenizar, nessa mesa de abertura, a Seção São Paulo pelo intenso trabalho feito até aqui atraindo tanto interesse! Gostaria de parabenizar e agradecer a Maria Josefina Sota Fuentes, coordenadora dessas Jornadas e na sua pessoa, toda sua comissão organizadora. Difícil reconhecer que não me cabe mais essa tarefa, que a fila andou e […]

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​A transferência enquanto suposição de saber está teorizada por Lacan, na transição da primeira para a segunda década do seu ensino. Sobre esta teorização Miller, em 2004(1), comenta, que a chave do que Lacan aí sustenta não está no Sujeito suposto saber e sim no paradoxo que está em jogo nesta suposição.​ Este paradoxo pode […]

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sossegue coração/ainda não é agora/a confusão prossegue/sonhos a fora/calma calma logo mais a gente goza/perto do osso/a carne é mais gostosa (Paulo Lewinski) Pretendo introduzir de modo breve uma questão suscitada pela clínica, apontando algumas referências teóricas para serem exploradas posteriormente. No tempo do despertar do desejo, verificamos na prática clínica, jovens adolescentes se entregando […]

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