Home seta Homes anteriores seta Relatório do presidente


Relatório do Presidente
Assembléia Geral da AMP - 24 de janeiro de 2009


A Assembléia desta tarde, a VII, é também uma primeira. É a primeira a nos reunir sob a nova forma autorizada pelos estatutos adotados em abril de 2008, por ocasião de nosso VI Congresso. Essa modificação, como o evocamos quando da adoção dos novos estatutos, inspira-se no modelo standard recomendado para as associações reconhecidas de utilidade pública.

Uma das novidades desses novos estatutos, que foram endereçados por emails a todos os membros, é tornar anuais as Assembléias nas quais são apresentados o Relatório do Presidente e o Relatório de Tesouraria. Será, então, a segunda Assembléia em oito meses.

Nossos novos estatutos prevêem a possibilidade de recolher procurações, sem  numerus clausus, para a Assembléia. Foi instaurado um procedimento nas Escolas, e em 25 de outubro vocês foram avisados sobre os trâmites para o endereçamento de suas procurações. Depois da divulgação da ordem do dia da Assembléia Geral, os membros da AMP que o desejassem podiam dar uma procuração para os votos da Assembléia. Para recolher essas procurações, procedeu-se da seguinte maneira:

I. Os Presidentes das Escolas da AMP, solicitados com um mês de antecedência, deram a conhecer, na data de 20 de dezembro, a lista de todas as pessoas que haviam dado procuração a um membro do Conselho suscetível de estar presente por ocasião da Assembléia Geral. Quase sempre, tratava-se de um dos membros do Conselho da Escola solicitada.

II. Se um membro de uma Escola almejava assistir a Assembléia Geral, ele o comunicava na data de 20 de dezembro ao Secretário do Bureau da AMP.

O procedimento que doravante figurará no regulamento interno funcionou bem. Recolhemos muitas procurações em todas as Escolas, ou seja, ao todo 717, tal como o Secretário, Gil Caroz, o estabeleceu. Com os presentes aqui reunidos somos aproximadamente oitocentos, isto é, mais numerosos do que em Buenos Aires, quando de nossa Assembléia de abril. 

Temos agora a obrigação de apresentar anualmente, diante de vocês, as contas da Associação. A fim de nos aproximarmos do modelo standard, apelamos pela primeira vez para um contador que doravante se ocupará da manutenção de nossas contas.  Aliás, estas estavam suficientemente bem cuidadas para que ele pudesse pensar apresentar, de maneira conforme as regras da arte, as contas já aprovadas para 2006 e 2007.

O Bureau procedeu ao recolhimento e à preparação dos dados para o que podia parecer faltar e pudemos transmiti-lo detalhadamente ao nosso experto contador. Isso permitirá a apresentação das contas por nosso tesoureiro, Xavier Esqué.

Com seus novos estatutos e suas novas regras contáveis, a AMP continua sendo ela mesma. E ela o é simplesmente mais. Resta-lhe, no entanto, dotar-se de um regulamento interno, como o indica o artigo 18 de nossos estatutos. 

Como Escola-Una, a atualidade da AMP está marcada pelo exame de cada uma das Escolas do lugar e da situação da psicanálise aplicada. As Entrevistas do momento atual, publicadas na Internet, lançaram esse exame, desde outubro, através de toda a AMP. Esse exame permitiu melhor compreender como e por que, para manter o curso da relação da Escola-Una com a psicanálise como tal, era preciso que os sucessos obtidos no campo da psicanálise aplicada fossem recolocados em seu justo lugar.  Esses sucessos são o resultado da ênfase dada desde 2001 e acentuada depois da questão Accoyer, em 2003, sobre a importância da psicanálise aplicada.

No texto de apresentação de Pipol 4, Jacques-Alain Miller reconstrói o histórico desse desenvolvimento. Mas, além desse período recente, em seu curso, ele pôde também examinar as conseqüências do “retorno à clínica” operado no começo desde a Escola da Causa Freudiana e transmitido ao conjunto da AMP. O movimento de deslocamento, de exportação do consultório do psicanalista para locais distintos, originais, é também uma aquisição a ser reconsiderada sob a luz de desenvolvimentos recentes.

O sucesso da exploração das novas formas de aplicação da psicanálise encontrou-se com o interesse do discurso do mestre contemporâneo, de uma tal forma que nos vimos aprisionados na trama de seu discurso de maneira inédita.

Esse mestre contemporâneo, por intermédio das burocracias sanitárias, propõe sonhos inéditos às populações cujos corações ele quer tocar. Profilaxia da depressão na França e na Europa, construção de um sistema de distribuição de psicoterapias prescritivas para fazer retornar ao trabalho os deprimidos, tanto na Inglaterra como na America do Norte, ênfase posta sobre os modelos comportamentais, por toda parte um interesse renovado pela regulamentação das psicoterapias. 

A fase de desregulamentação construiu o mito da Agência de Avaliação independente como lugar estratégico da reconfiguração e de modernização burocrática. O retorno a uma fase das novas regulamentações tocará sem dúvida alguma nesse mito e tornará a dar importância ao controle direto dos aparelhos de vigilância.

A burocracia americana está atualmente reinserida no nível das melhores burocracias européias. Veremos que formas tomarão as novas esperanças de uma regulamentação que seria, por fim, a boa. A fetichização dos números e das normas ainda não foi suficientemente criticada. Seria preciso manter nosso esforço para fazer ouvir as conseqüências catastróficas dessa fetichização da qual alguns se dão conta. A redefinição da relação da psicanálise aplicada com o discurso do mestre é também um reexame de nossa relação com o discurso do mestre, a lembrança de que a psicanálise é decididamente seu avesso.  Por essa razão, o que está em jogo para a Escola não é curvar-se sobre as formas clássicas de exercício da psicanálise. Trata-se de acentuar o aprofundamento da relação da Escola-Una com a psicanálise como tal. Nesse sentido, a oposição psicanálise pura – psicanálise aplicada, que nos serviu para ordenar um certo número de fenômenos, não basta para nos fazer perceber que a psicanálise pura não é  a aplicação da psicanálise numa outra pessoa, mas que o próprio tratamento é uma aplicação. O problema chave sobre o qual Freud termina seu texto “Análise terminável e interminável” é o do próprio psicanalista.

O horizonte para o qual a política lacaniana das Escolas avança é o de reforçar o interesse dos próprios psicanalistas por seu inconsciente.

Quando o analista fala, ele o faz como analisante. O pós-analítico é um “sempre analisante”. A superfície na qual se inscreve o discurso analítico inclui o ponto no infinito com os paradoxos que os trajetos sobre uma tal superfície incluem. Sai-se dali para ali entrar novamente. Quando o psicanalista se endereça ao discurso psicanalítico ele não cessa de reincluir-se como analisante.

A extensão da AMP o levou não apenas a entrar em contacto com o discurso do mestre, mas também a contactar-se com as novas formas do discurso universitário. Esse último foi profundamente alterado pelos sonhos do saber absoluto gerencial representado pela avaliação. Os estragos foram maiores na Inglaterra, mas por toda parte a universidade foi tocada. É preciso toda a potência das universidades americanas da Ivy League para ironizar os prejuízos da avaliação. Fomos levados a fazer  os próprios universitários interessarem-se nesses efeitos como sintomas do mal-estar na civilização.

O Congresso da AMP também se situa nesse horizonte. Nossos trabalhos têm a intenção de reforçar nosso laço com o real do inconsciente, núcleo do sinthoma, mas além dos semblantes propostos a fim de nos fazer esquecer o impossível que está em jogo. Para alcançar seus objetivos, o esforço da AMP é também o de obter de cada Escola um estilo de trabalho diferente, que leve em conta seu momento próprio, da relação singular mantida por seus membros com o discurso psicanalítico. Nesse sentido, não há melhor apanhado do momento de uma Escola do que a maneira como ela apresenta suas admissões para a homologação. O reforço da relação com a psicanálise teve como conseqüência o fato de uma Escola tão grande quanto a ECF apresentar para a homologação apenas três candidatos.

Insistimos sobre a necessidade da particularização do exame das demandas, mais além de qualquer identificação grupal homogeneizante (os jovens, os CPCTs, os alunos do Instituto). Esse problema foi especialmente importante para a EBP. A conversação que tive com o Conselho dessa Escola, por ocasião de minha viagem em novembro, havia preparado essa mudança de horizonte. Mas, no diálogo do Conselho da AMP com cada um dos Conselhos das Escolas, nós os encorajamos a considerar o exemplo da ECF.

A discussão do documento de trabalho preparado para a reunião do Conselho, verdadeira soma sobre a política lacaniana das Escolas, deu lugar a um amplo reexame do que se descortina em nosso horizonte, prometedor para a preparação do ponto culminante do Congresso de 2010, durante o qual acontecerá uma importante permutação do Conselho da AMP.

Examinemos, agora, as diferentes Escolas, começando pelas Escolas americanas. Homenageamos, assim, a América, já que poderemos ouvir, segunda-feira dia 26 de janeiro, na ECF, os membros americanos do Conselho da AMP que nos falarão sobre o tema do Congresso de 2010. O lugar da psicanálise aplicada não é o mesmo nas três Escolas americanas.

É na EBP que o número dos CPCT é o mais importante. A NEL tem somente três sedes, Caracas, Guyaquil e Guatemala sobre dezesseis, nas quais foram criadas instituições de psicanálise aplicadas. Em Caracas, foi em resposta aos apelos de oferta de programas de Estado. Em Guyaquil e Guatemala o Centro de Consultação emana da Escola.  Quanto a EOL, ela não tem CPCT, mas um centro de urgência original, Pausa. A EBP é a mais interessada nas instituições decorrentes da psicanálise aplicada, seu Conselho, então, desenvolveu mais seu trabalho de reorientação do interesse que lhe era dedicado. Ele foi levado a reafirmar três pontos muito importantes sobre a formação, a supervisão e medidas para os CPCT.

Sobre a formação, o Conselho lembra: “Não há didática da formação,  o que não significa não haver um programa de formação. O lócus dessa formação é a Escola, lugar onde a questão [do desejo do analista] pode tornar-se efetiva”. Em seguida, o Conselho distingue precisamente  a supervisão do “trabalho de elucidação da prática feito em grupo pelos cartéis de trabalho no CPCT”.

Por fim, quanto aos CPCT, O Conselho propõe-se a:
I. Limitar o crescimento das experiências da EBP-Bahia e Minas Gerais. 
II. Promover a permutação regular dos praticantes, dos consulentes e dos coordenadores.
III. Instaurar discussões regulares a propósito da elaboração das práticas que devem ser distintas da supervisão.
IV. Enfatizar a formação dos praticantes: a análise pessoal, a supervisão, a participação nos Seminários da Orientação Lacaniana, o estudo dos textos fundamentais, animados pela Escola.
V. Não há ensino de psicanálise aplicada, mas apenas de psicanálise pura na Escola e nos Institutos.

A EOL enfatiza, pela voz de sua Presidente, que ela nunca “conheceu o problema de oposição entre psicanálise pura e psicanálise aplicada, pois sempre foi claro em nossa Escola que a psicanálise pura, o passe, eram seu horizonte... Somos uma Escola que sempre se ocupou com o passe. Não houve crise do passe na Escola. Houve uma crise do dispositivo”. No entanto, a psicanálise aplicada não foi deixada fora da Escola, pois em 2008 houve, pela primeira vez, “um Seminário de pesquisa sobre a psicanálise aplicada, a cargo da Presidente e de dois colegas do Conselho. Trata-se de um Seminário de elaboração provocada, de pesquisa sobre o conteúdo do que dizemos quando falamos de psicanálise aplicada”. Para as instituições, cabe ressaltar que “a Pausa funciona sem nenhuma subvenção do Estado ou de outras instituições  além da própria EOL”. A Red Asistencial foi refundada e relançada em torno de uma iniciativa nova, em que o Conselho da EOL tem um papel determinante. É a ocasião de se enfatizar a formação e a implicação dos membros da Escola nesse novo projeto. Ainda que a EOL se encontre mais à distância do discurso do mestre, ela não estaria ao abrigo de um aprisionamento numa espécie de pedagogização da psicanálise em combate com poderosas universidades  e seus masters de psicanálise. A EOL não está ao abrigo dos fenômenos de identificação de grupo, já que ela admite a estrutura original dos “grupos” que participam de seu funcionamento.

Para a NEL, seu Presidente, Juan-Fernando Perez, enfatiza que nos recentes debates ele sustenta como essencial o fato de que “o princípio talvez único da psicanálise é o de manter a diferença absoluta entre seu discurso e os outros”, e que o interesse dos analista em formação para as instituições de psicanálise aplicada  testemunha sua “avidez por experiências clínicas nas quais as Escolas têm uma participação essencial, já que as instituições de saúde mental tais como existem não permitem fazer progredir uma formação”. No entanto, quando esses centros são animados pela psicanálise, há um grande risco de que toda a energia dos membros ali se esgote.

É preciso notar que uma das particularidades da NEL é não ter AE e a recentralização sobre a psicanálise pura, desde outubro, “foi um alívio”, recentralizando a Escola sobre si mesma. Um Seminário itinerante clínico do Conselho foi instaurado a fim de ajudar à leitura de textos fundamentais que orientam a prática clínica.

Para as Escolas européias, que somam quatro (ELP, ECF, NLS, SLP), começaremos por acompanhar a instauração de sua Federação, a Federação Européia das Escolas de Psicanálise (FEEP). Atualmente, seu Conselho se reúne de modo regular por ocasião das diferentes Jornadas das Escolas européias. Ele debate temas comuns nas Escolas e as particularidades de cada uma. Seu Presidente tem por função assumir o Secretariado do Passe da ELP, em colaboração com um Secretariado próprio a essa Escola. Ele o faz de acordo com o Secretariado do Passe da AMP. O Presidente zela também sobre a comunidade dos leitores da revista Mental, que não é mais “Revue de psychanalyse appliquée”, mas “Revue de psychanalyse de la FEEP”. O Encontro Internacional Pipol será agora a Jornada da FEEP. O objetivo do Encontro Pipol e o de Mental reunem-se, diz Vicente Palomera, para: “ajudar a criar a instância de coordenação da luta contra as ideologias da avaliação e da epidemiologia no campo da saúde mental”.

O Encontro  Pipol endereça-se a um público mais além das Escolas que trabalha no campo institucional. Para lutar contra os efeitos de identificação institucional e, mais geralmente, de grupo, precisou-se que as intervenções no Encontro sejam feitas a título pessoal, em nome da cada um. As relações entre psicanálise aplicada e psicanálise em cada uma das Escolas européias é diferente.

A situação da SLP é, de saída, particular, por ser o único país onde temos uma Escola regida por uma lei que define a psicoterapia e o psicoterapeuta. O Instituto ligado à nossa orientação concede esse diploma há quinze anos.

Desde outubro de 2007, em seguida a uma reunião entre seus membros e Jacques-Alain Miller ocorrida em Milão, uma nova virada foi tomada pela SLP. A relação entre a Escola e o Instituto não é mais una, porém múltipla. Os membros tomaram a iniciativa de propor o reconhecimento e outros institutos, dois, atualmente, ou ainda outras iniciativas de ensino diversificado. Uma Assembléia extraordinária, em 20 de dezembro de 2008, ocorrida com a presença dos Presidentes da FEEP e da AMP, confirmou essa virada para o múltiplo. Mas além dessa questão dos Institutos habilitando para a psicoterapia, a nomeação de AE italianos em 2007, seus testemunhos, seu ensino, participam do trabalho da Escola em torno de um questionamento próprio à psicanálise como tal.  Essa dimensão deve ser privilegiada na orientação da Escola. Ela deve alcançar a dimensão de um verdadeiro “programa de trabalho”.

Para a ELP, sua Presidente enfatiza que “a permutação de suas instâncias  produziu-se (5 de novembro de 2008) no a posteriori imediato da intervenção de Jacques-Alain Miller no final das Jornadas da l’ECF, do debate Internet das Entrevistas do momento atual, e um dia depois de sua intervenção quando da primeira Jornada da RIPA-Espanha em Barcelona, intitulada: “Sobre o desejo de inserção e outros temas...”. A Escola também está orientada para a recusa decidida quanto a admitir uma “especialização” entre psicanálise pura e psicanálise aplicada, mantendo, antes, em todos os seus dispositivos institucionais (sobretudo os CPCT) o rigor da formalização e da conversação clínica permanente. A Escola almeja reunir-se em torno da interrogação sobre a relação do analista com o inconsciente. As novas demandas de passe são um sinal favorável.

Para a NLS, a ênfase aposta no ano passado sobre a relação de seus novos recrutas com o inconsciente, a “primazia do engajamento com a causa psicanalítica sobre a vontade de ser reconhecido ou mencionado num anuário de Escola” trouxe frutos. Um debate atravessou a Escola e produziu-se um apelo para que se pudesse ter em Londres e em Varsóvia Fóruns reunindo em torno de Jacques-Alain Miller um front de críticas para com as formas de legislação sobre as psicoterapias hostis à psicanálise.

É preciso ainda notar a realização de uma revista da NLS, revista de qualidade internacional publicada unicamente em inglês e que substituirá o Bulletin bilingüe. O primeiro número já está composto. A redação está a cargo de  Sophie Marret. Seu título é retirado de Shakespeare: Hurly Burly, ou seja, a “barafunda” do mundo. Essa nova revista implicou para a AMP a reorganização de suas publicações em inglês. Para tanto, ela constituiu um comitê editorial em inglês da AMP: “The WAP English editorial committee”, na direção do qual está o Presidente da AMP com um representante de cada publicação em inglês da AMP, existente ou a advir. No momento, dele fazem parte: Heloísa Caldas (Psychoanalysis online, UK), Sophie Marret (Hurly Burly), um representante das Psychoanalytical Notebooks e um para a Lacanian Compass (USA).

O efeito dos dois Fóruns, um em Londres, em 20 de setembro de 2008, sob o título “Mais além das falsas promessas de seguridade”, e em Varsóvia, dia 17 de janeiro de 2009, sob o título “As lições de Lacan: clínica, sociedade, filosofia”, assim como os efeitos do debate, confirmam a nova dinâmica da NLS. Do mesmo modo, o “Secretariado da reconquista do Leste”, dirigido por Judith Miller, com Daniel Roy e Philippe Stasse, é muito ativo na Bulgária e na Rússia. Ele zela para evitar a formação de falsas identificações grupais no seio das diferentes “Antenas”. O próximo Congresso da NLS em 9 de maio, em Paris, é anunciado como uma verdadeira refundação.

Para a ECF, o remanejamento do lugar dos CPCT na Escola deu lugar a um debate, ocorrido em 9 de dezembro de 2008, desembocando em medidas precisas que foram tomadas em sete pontos enunciados em Antibes: a supressão da RIM, gestão do CPCT bem separada, seleção dos pacientes segundo nossos critérios, uma seleção dos que intervêm a ocorrer, uma refundação do CPCT Chabrol. Uma permutação efetiva e uma interrogação da relação com a gratuidade.

Para o Passe e seu lugar na ECF, duas interpretações se opõem. O fato de que poucos analistas se aventuram no procedimento é interpretado pelo Presidente da Escola como uma necessidade de relançar o entusiasmo de maneira ativa. A antiga Presidente da Escola considera que o entusiasmo ali está, que a experiência é reservada a poucas pessoas e que é preciso desconfiar dos relances institucionais do entusiasmo.

Para terminar, uma palavra sobre a lista Uqbar da AMP que está aberta a inscrições de amigos da AMP devidamente apresentados. Ela tem atualmente 2171 sub-inscrições, ou seja, aproximadamente 700 a mais do que o número de membros da Associação. O Blog da AMP teve 180.005 visitas até janeiro de 2009. Em dois anos de funcionamento ele acolheu 1544 posts, tendo em média 9000 visitas por mês e 15000 páginas vistas. Ele se orienta para uma fórmula que acolherá mais a multimídia, mas permanecendo simples na representação.

Podemos então dizer que no conjunto da AMP os últimos meses ocasionaram debates fecundos. Ela agora está em condições de enfrentar os desafios que se apresentarão na Europa, as legislações sobre as psicoterapias, e, na América, os remanejamentos das práticas pelos sonhos cientificistas e pelas burocracias sanitárias privadas ou públicas.

Por seu diálogo com os poderes públicos, por suas tomadas de posição sobre as legislações que nos concernem, por seu comentário contínuo das formas atuais do mal-estar na civilização, a AMP manifesta a utilidade pública do discurso psicanalítico em sua especificidade irredutível.  Razão pela qual ela prosseguirá na via do reconhecimento como organização não governamental de utilidade pública. É para essa orientação que peço, então, caros colegas, a aprovação desse Relatório do Presidente.

Eric Laurent.
Sábado, 24 de janeiro de 2009.

Tradução: Vera Avellar Ribeiro


ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE
- Copyright© 2007/2010, EBP
Rua Felipe dos Santos, 588 - CEP 30180-160 – Lourdes – Belo Horizonte  MG. Telefone/ Fax 31 3292 7563    - Secretária: Márcia Caldeira: ebp@ebp.org.br

CRÉDITOS


 
Diretor Responsável: Lilany Pacheco
Coordenação Geral: Helenice Saldanha de Castro
Coordenação de equipe: José Marcos Moura 
Articulação de conteúdos: Tatiane Grova
Revisão: Sandra Landim
Webdesign: Sandra Gober
Programação: Andrea Passos
Secretária: Ana Paula Santos
RUBRICAS
Anuário: Jorge Pimenta
Biblioteca online: Marcela Antelo
Cartéis: Heloísa Telles
Centros de atendimento: Iordan Gurgel
Eventos e Subsites: Tatiane Grova
Institutos: Ram Mandil
Memória de Veredas e Agendas: Rômulo Ferreira
Orientação Lacaniana: Vera Ribeiro
Publicações: a definir