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Para que viva a psicanálise, contra o cognitivismo e a quantificação generalizada
 
LISTA DE ADESÃO (Fevereiro/Março/Abril de 2008)
m  Ana Lucia Lutterbach Holck  
m  Antonio Beneti [comentário]
m  Bartyra Ribeiro de Castro - EBP ES  
m  Bernardino Horne - Médico Psicanalista
m  Bruce Albert - Antropólogo
m  Carlos Genaro [comentário]
m  Carmen Silvia Cervelatti - Psicanalista - AMP/EBP
m  Cassandra Dias Farias - psicóloga, analista praticante, DPB [comentário]
m  Celso Rennó Lima - médico psicanalista, AME da EBP [comentário]
m  Cláudia Renó Monteiro - CLIN-a - S. J. Campos [comentário]
m  Cleide Pereira Monteiro - Psicóloga /Analista Praticante  
m  Cristiane Saude Barreto Napoli - Psicóloga
m  Cristina Drummond
m  Cristina Pittella de Mattos - Psicóloga
m  Denise Rigueira Rennó Lima - Psicóloga, Analista praticante,
   membro da EBP/AMP
[comentário]
m  Eliane Costa Dias - Psicanalista - Membro da CLIPP/SP
m  Elizabete Siqueira - Psicanalista - Membro da EBP e da AMP
m  Elza Marques Lisboa de Freitas [comentário]
m  Emmanuel Nunes de Mello - (CRP 06-72313) - Psicanalista
    associado ao CLIN-a
- Psicólogo do Centro de Atenção
    Psicossocial - Álcool e drogas - Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil
[comentário]
m  Eneida - Psicanalista, correspondente da Seção SC da EBP [comentário]
m  Eugenio Cervellini Neto - Psicanalista
m  Fátima Fonseca Ramos - Psicanalista [comentário]
m  Flávio Baptista Fontenelle de Araújo - Psicanalista
m  Gisella Sette Lopes - EBP/PE
m  Gleuza Salomon [comentário]
m  Glória Georgina Seddon
m  Gresiela Nunes da Rosa - Correspondente Seção SC
m  Helena Haenni Zimerman - Pós-graduação em Psicologia
   /praticante da  Psicanálise
[comentário]
m  Iordan Gurgel [comentário]
m  Jairo Rabelo da Silva - Del.Geral/EBP - Goiânia  
m  Jésus Santiago [comentário]
m  Jonas Anselmo de Almeida - Psicólogo [comentário]
m  José Alberto M. A .Ferreira -
    Engenheiro/Psicólogo/psicanalista
[comentário]
m  José Carlos Lapenda Figueiroa - Correspondente Seção
    Pernambuco (em formação)
 
m  Lia Cerqueira Leite - Psicóloga [comentário]
m  Liège Goulart - Psicóloga e AP (analista praticante)  
m  Luis Francisco Espíndola Camargo - Psicóloga e Psicanalista [comentário]
m  Manoela Andrade - consultora de viagens e estudante de teatro
   e letras
 
m  Maria Angela - Membro da EBP e AMP  
m  Maria Eliane Neves Baptista
m  Maralucia Bueno - Psicóloga  
m  Margarida Elia Assad - analista praticante - membro EBP- AMP -
    DPB
 
m  Maria Aparecida Farage Osório - Psicanalista
m  Maria Cecília Galletti Ferretti - Membro da EBP e da AMP
m  Maria Cristina Maia de Oliveira Fernandes - Psicanalista
    membro da AMP/EBP Pb
m  Maria do Carmo Dias Batista [comentário]
m  Maria Josefina Sota Fuentes - Formação em Psicologia /
    Psicanalista praticante
 
m  Maria Otília Bento Holz  
m  Marcelo Magnelli - Psicólogo e pós-graduando pelo IPB/EBP-BA
m  Marluce Leite - Psicóloga [comentário]
m  Marizilda Paulino - Psicanalista - AMP/EBP  
m  Mirta Zbrun [comentário]
m  Nohemi Brown - Psicóloga - Psicanalista [comentário]
m  Oscar Raymundo [comentário]
m  Raul Pennafirme [comentário]
m  Renato Carlos Vieira - Diretor Geral do Hospital Adauto
    Botelho Cariacica / Espírito Santo

[comentário]
m  Romildo do Rêgo Barros - EBP-Rio [comentário]
m  Rosangela Aparecida dos Santos - Aderente EBP/SP  
m  Sandra de Sousa Conrado - Psicóloga, aluna CLIN-a SJC
m  Silvana Pereira - Psicóloga
m  Silvia Emilia Espósito
m  Tania Coelho dos Santos
m  Tânia Cristina Verona - Socióloga - Curitiba - PR - Brasil
m  Tânia Maron Vichi Freire de Mello - Psiquiatra
m  Tatiane Grova
m  Tereza
m  Vera Lúcia Veiga Santana
m  Zelma A Galesi - Psicanalista - AMP/EBP [comentário]
 
 
COMENTÁRIOS
Data: Tue, 19 Feb 2008 22:52:16 -0300
De: Elza Marques Lisboa de Freitas

Desejo manifestar minha inteira concordância e minha adesão por assinatura ao movimento contra a ditadura da cifra,para que a psicanálise não sossobre sob a avalanche quantificadora que atinge nosso tempo. Que viva a psicanálise!

Elza Marques Lisboa de Freitas

Data: Wed, 20 Feb 2008 08:39:01 -0300
De: Nohemí Brown


Gostaria de manifestar minha adesão ao Movimento "Para que viva a psicanálise, contra o cognitivismo e a quantificação generalizada"
Considero que esse moviento é um importante esforço para fazer frente ao cada vez mais onipresente discurso da ciência; tão extendido nas universidades, hospitais, colegios e outras
instituições onde o que interessa é a estadistica e não a palavra do sujeito. E, portanto, a clínica fica reduzida a números e a condicionamentos.
A psicanálise pode e tem feito uma diferença nestes ambientes, mostrando o verdadeiro valor da clínica.
Grata,

Nohemí Ibáñez Brown
Psicologa, Psicanálista
Correspondente da Delegação Paraná - EBP
Data: Wed, 20 Feb 2008 07:13:08 -0300
De: Antonio Beneti

Há anos nesse movimento, em ato, na clínica e, na transmissão via supervisão, por ex., nos serviços públicos de psiquiatria e saúde mental, via cursos de formação de trabalhadores em Saúde Mental, jornadas, Congressos, etc.... Há anos em ato, ora só e ora com alguns poucos colegas, em pequenas “guerras” nesses vários lugares.
Preparado para essa.

Belo Horizonte, 20 de fevereiro de 2008

Data: Wed, 20 Feb 2008 11:00:32 -0300
De: Oscar Reymundo

Por que ainda a psicanálise?

Porque nos tempos da parceria entre o cientificismo e a ideologia
empresarial dos managers da qualidade total, o recurso às tecnologias de controle e avaliação, que são tentativas de barrar e modelar isso que faz fracassar até o programa de gerenciamento melhor bolado, esse recurso, não é outra coisa, senão, que a forma “civilizada” que hoje adota a velha lei do mais forte. Torna-se imprescindível, então, não que resistamos ao avanço dessa ilusão de controle como quem sustenta uma queda de braço na qual se joga o prestígio do mais forte , mas, sim, que insistamos e persistamos na nossa posição de produzir um saber virar-se na vida, de modo criativo, com o que não funciona nem se deixa controlar. Acredito que é, precisamente, nessa insistência e nessa persistência que a vida da psicanálise está em jogo.

Data: Wed, 20 Feb 2008 11:04:09 -0300
De: Jonas Almeida

Sou Jonas Anselmo de Almeida, Psicólogo.

Sou a favor do movimento porque ele é contra a cronificação do ser humano e contra a medicalização como forma de domínio e "tratamento". Sou a favor da individualidade e da valorização da subjetividade.
Data: Wed, 20 Feb 2008 12:10:00 -0300
De: Helena Haenni Zimerman

Deixo aqui registrado minha mensagem de adesão. Meu nome é Helena Haenni Zimerman, resido em São Paulo e trabalho em consultório particular. Sou formada e pós-graduada em Psicologia e praticante da Psicanálise.

Que saudades de Rimbaud...

Segue um trecho extraído do livro "Rimbaud na Africa":

"Eu digo que é preciso ser vidente, fazer-se vidente. O poeta faz-se vidente por meio de um longo, imenso e racional desregramento de todos os sentidos. Todas as formas de amor, de sofrimento, de loucura: ele busca por si mesmo, procura nele mesmo todos os venenos e deles só guarda as quintessências – Pois EU é um outro”. “Se os velhos imbecis só tivessem encontrado do eu a falsa significação, nós não teríamos que varrer esses milhões de esqueletos que, desde a um tempo infinito, têm acumulado os produtos da sua inteligência zarolha, proclamando-se os seus atores! Eu digo que é preciso ser vidente, fazer-se vidente.”. *************************** “Madame Bovary sou eu” *************************** “A descoberta dele, é que o homem não está completamente dentro do homem.”. ******************************** “ Je dis qu'il faut être voyant, se faire voyant. Le poète se fait voyant par un long, immense et raisonné dérèglement de tous les sens. Toutes les formes d'amour, de souffrance, de folie ; il cherche lui-même, il épuise en lui tous les poisons, pour n'en garder que les quintessences – Car JE est un autre.”. “Si les vieux imbéciles n'avaient pas trouvé du Moi que la signification fausse, nous n'aurions pas à balayer ces millions de squelettes qui, depuis un temps infini, ont accumulé les produits de leur intelligence borgnesse, en s'en clamant les auteurs! Je dis qu'il faut être voyant, se faire voyant.”.Arthur Rimbaud******************************** “Madame Bovary c’est moi.” Gustave Flaubert

Data: Wed, 20 Feb 2008 13:27:51 -0300
De
: José Alberto Affonso Ferreira

Estou aderindo ao movimento "Para que viva a psicanálise, contra o cognitivismo e a quantificação generalizada", pois a psicanálise é o instrumento da singularidade.

José Alberto M. A. Ferreira
Engenheiro
Psicólogo - psicanalista
Data: Wed, 20 Feb 2008 14:17:16 -0300
De:
raul pennafirme

Apoio este importante movimento que se pauta por aquilo que a partir de uma orientação nos guia na vertente contrária ao lema:  *"o  que não aparece, desaparece". *Não se trata de aparecer, mas sim de fazer surgir algo que do particular nos pluraliza numa causa: o desejo. Viva a psicanálise !

Data: quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008 14:50
De: Maria do Carmo Dias Batista

A psicanálise vive!
Minha adesão ao movimento é profundamente transferencial. Uma transferência de trabalho, de crença na experiência analítica e na psicanálise.
O cognitivismo, em minha opinião, entendido somente como terapia cognitiva e sem considerar as outras facetas que formam seu corpus teórico, ameaça pouco à psicanálise.
Hoje, como sabemos, Eric Kandel, o prêmio Nobel das neurociências, estuda Freud e a ação da interpretação analítica nas sinapses. Estão sempre em nosso calcanhar, correndo atrás, tentando abocanhar o saber, o método psicanalítico, para depois aplicá-lo nas neurociências. Em seguida, tentam desmerecer a psicanálise. É fato, uma posição científica ou hístero-científica.
Porém, enquanto isso, enquanto estão atrás de nós para nos imitar, nossa psicanálise avança, vêm novos conceitos (Real, Inconsciente real, TDE) derivados de nossa escuta do sujeito, na clínica, na psicanálise aplicada, no mundo. Olhamos para frente, observamos o mundo. Nosso saber não se sustenta na imitação.
Aquiles nunca ultrapassará a tartaruga.

Maria do Carmo Dias Batista
Data: Thu, 21 Feb 2008 05:19:20 -0200
De:
santiago.bhe"

Caros colegas,
Quero manifestar todo o meu apoio ao combate que orientação lacaniana deflagra, no Brasil, contra o que se constitui como a base conceitual e mesmo epistemológica da racionalidade da avaliação e das "falsas ciências", ou seja: O COGNITIVISMO. Contem comigo,
Um abraço e saudações lacanianas,
Jésus Santiago.

Data: sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008 09:07
De:
gleuzasalomon@uol.com.br

O Fórum Social do Mercosul- Fórum de Psicanálise e Cultura sob a minha coordenação se realizou no dia 28 de janeiro de 2008, lançou o livro bilingue" O Mercosul no divã" com autores da EOL- PAUSA, da EBP- CPCTs no Brasil, e do CPCT de Curitiba. Nesta ocasião, ouvimos o relato de Irenilda Arruda, Presidente do Clube de Mães da Vila das Torres, apoiando a Psicanálise como fundamental às respostas aos novos sintomas . Este Fórum apoiou a Jacques-Alain Miller em seus Fóruns para que a Psicanálise Viva e se inscreve nesta mesma direção da política da Psicanálise.


Data: Fri, 22 Feb 2008 07:25:14 -0300
De:
Romildo do Rêgo Barros

Para que viva a psicanálise! Esta é a tarefa atual dos psicanalistas, fazer com que viva uma prática que não renunciou ao valor da palavra.
Romildo do Rêgo Barros (EBP-Rio)


Data: Thu, 21 Feb 2008 11:54:33 -0200
De:
Mirta

Caros coelgas,
envio aqui minha adesão ao movimento Para que viva a psicanálise, contra o cognitivismo e a quantificação generalizada que a EBP está iniciando no Brasil em consonância com o movimento iniciado na França por Jacques- Alain Miller, estmao desde tempo nessa luta e nela continuamos.
Um abraço a todos,
Mirta Zbrun

Data: Thu, 21 Feb 2008 11:34:49 -0300
De
:
lia cerqueira leite

Tenho acompanhado o crescente movimento da terapia cognitiva, o que muito me preocupa. Trabalho no Hospital Einstein, unidade Alphaville e constato o enorme espaço que o cognitivismo tem ocupado neste Hospital.
Mas o que considero mais significativo, é a queixa dos médicos em relação a pacientes que entram no consultório, com  seu lap-top na mão e dizem para o médico: "Se tenho pressão arterial alta...tomarei X e para efeito colateral de...tomarei Y e poderemos fazer outros exames tal data e se houver tal sintoma, controlarei com tal medicamento."
Enfim os próprios médicos estão assustados com a "coisificação" do corpo humano, que passa a ter a mesma função e administração de uma engrenagem automotiva, onde as  peças do automóvel  apenas devem ser trocadas, retificadas,etc...para o bom funcionamento.
Ao mesmo tempo , eles se assustam com a "objetivação" do diagnóstico que pela internet temos; o diagnóstico do "problema da máquina" e a solução. È o que eles próprios começaram nomeando como "clínica da evidência".
Aonde iremos parar???

Abraç.
Lia

 

Data: Fri, 22 Feb 2008 15:50:31 -0300
De:
Carlos Genaro

Para que viva a psicanálise é preciso insistir, como já viemos fazendo há muito tempo, na especificidade de sua área de incidência: um corpo que goza.
Esta incidência condiciona uma forma de ação no mundo: por via da linguagem, aquela que questiona a relação fixa entre o simbólico e o real. Nada disso pode ser quantificado, talvez avaliado, sim, entretanto, com  metodologia precisa definida e estabelecida pela matéria da qual se trata.
Precisamos presentificar a psicanálise no mundo muito além do cognitivismo e do comportamentalismo. Precisamos criar essa vias pois elas ainda não são consistentes.

Carlos Genaro

Data: Fri, 22 Feb 2008 15:50:31 -0300
De:
zelma\.galesi


A sobrevivência da psicanálise é dependente do tratamento que se espera do psicanalista, de tal maneira, que o “ser analista” demonstra a maneira como cada um responde ao real, de forma a saber- fazer com o seu sintoma, que é o mesmo que sua vinculação não ao significante, mas ao objeto a.
Abraços
Zelma A Galesi, psicanalista, membro da EBP/AMP
Data: Sat, 23 Feb 2008 22:30:05 -0300
De:
Cassandra Dias Farias


Cassandra Dias Farias - psicóloga, analista praticante, DPB
Hoje, mais do que nunca, se faz preciso manter viva a psicanálise.
Como uma alternativa eficaz capaz de oferecer aos sujeitos dos nossos tempos um norte que não os permita sumergir no mar de práticas congelantes e asfixiantes da objetividade, do pragmatismo e da quantificação.
Como nas palavras do poeta paraibano...
O BARCO

noturno
no mar
ele
soturno
no mar
ele
o barco

no mar
uma luz
na noite
um barco
no mar
um marco

lau siqueira
Data: Fri, 22 Feb 2008 15:50:31 -0300
De:
Cláudia Renó Monteiro

Gostaria de formalizar minha adesão a este movimento.
Formalizar algo que acontece todos os dias no trabalho que realizo.
Todo apoio ao particular, a subjetividade de cada um.

Cláudia Renó Monteiro - CLIN-a SJCampos
Data: Wed, 27 Feb 2008 08:34:45 -0200
De:
Celso Rennó Lima

Acredito que movimentos como este são fundamentais para que a psicanálise não escorregue para o ralo das "terapias". Seu lugar, desde Freud, é marcado por uma diferença que não conseguirão apagar.

Em seu texto, Historia do Movimento Analítico, Freud comenta que em 1912 escutou, de alguns colegas "cientistas" que a psicanálise estava morrendo. Já pensaram nas consequências disto, caso o Dr. Freud houvesse acredito naquela "ciência"?

celso.renno@terra.com.br
Data: Wed, 27 Feb 2008 10:07:46 -0200
De:
Denise Rigueira Rennó Lima

"Que a Psicanálise vive!" podemos dizer e dizer bem alto, todos nós que fizemos a experiência, enquanto analisantes, e que, enquanto analistas, testemunhamos, diariamente na nossa clínica, os seus efeitos e o trabalho de elaboração que ela provoca.

"Que a Psicanálisa viva!" é o que cabe a cada um de nós que comprometidos com ela, zelamos por sua transmissão, pela  "lámina cortante" da verdade freudiano. Mais do que isso, cada um comprometido com as gerações futuras, nesse momento, ameaçadas por falsas promesas de felicidde.

Não é novidde esse compromisso.
Não é novidde que analistas venham a público.

A novidade é termos que ir  a público para defender a vida daquilo que sabemos VIVE!

Denise Rigueira Rennó Lima
Analista praticante - membro da EBP e da AMP
Psicóloga
derrl@terra.com.br
Data: Tue, 26 Feb 2008 20:16:40 -0300
De:
Eneida

Acompanho com muito interesse o movimento francês e também de outras Escolas na luta para que a psicanálise viva ou, para que continue vivendo pois acho que a psicanálise de Lacan  sempre  engendrou a vida para quem nela faz sua aposta. Desde os fóruns da ALP (que ocorreram junto à tramitação da emenda Accoyer) e agora, da LNA, admiro muitíssimo o empenho e a perseverança de Miller em  fazer frente aos diversos ataques públicos feitos à psicanálise e às terapias sustentadas pela fala.
Manifesto aqui meu desejo de aderir a este movimento e de apoiar às valiosas iniciativas dos psicanalistas e outros profissionais que trabalham para o porvir da psicanálise.
Parabéns a todos,
Eneida Medeiros Santos.
Psicanalista, correspondente da Seção SC da EBP
Data: Mon, 3 Mar 2008 15:30:52 -0300
De:
hab.geral
 
Os atributos da psicanálise, definidos por Freud e Lacan, já penetraram no DNA do universo humano. Isso é irredutível.
O desafio contemporâneo é fazer com que o discurso analítico produza seus efeitos no para além dos espaços fechados.

Renato Carlos Vieira - Diretor Geral do Hospital Adauto Botelho
Cariacica / Espírito Santo

 
Data: Sunday, March 09, 2008 7:21 PM
De:
marluce leite
Maria Marluce Leite de Freitas - Psicóloga - João Pessoa - Paraíba - Brasil
Minha adesão ao movimento "Para que viva a psicanálise..." e pela transmissão de um saber psicanalítico que chegue a todos os segmentos das sociedades menos favorecidas, atendidas nas instituições públicas. Avante a Clinica da Exceção! É responsabilidade de cada analista, reinventar a psicanálise e lutar pela sua sobrevivência.
Data: Sunday, March 09, 2008 11:30 PM
De:
Fatima Fonseca Ramos

A psicanálise traz como um plus a conscientização do sujeito ao seu mundo e a tudo que o rodeia.
Na atualidade os recursos não estão escassos, mas já começa a existir esta preocupação.
O movimento analítico difundido pelos centros de atendimentos espalhados em todos os cantos, abre espaço para que mais sujeitos se re-localizem frente à condição de vida no planeta.
Não se trata de um movimento restrito a um bairro ou a uma nação, a uma raça ou a uma situação cultural.
É um movimento orientado à vida. Ético e digno.  

Fátima Fonseca Ramos
Data: Monday, March 10, 2008 9:14 PM
De:
Iordan Gurgel

Para que viva a psicanálise, contra o cognitivismo e a quantificação generalizada!
 
Avaliar e quantificar é reduzir o sujeito a uma cifra contábil, condição absolutamente insuficiente  para abordar o real da clínica.  O reconhecimento dos efeitos terapêuticos da psicanálise, tão evidentes na psicanálise aplicada, são tributários do manejo transferencial e, por isso mesmo, impossível de uma quantificação generalizada e referenciada em qualquer critério objetivo. A orientação lacaniana impõe uma aposta ética: considerar que a única avaliação possível é a auto-avaliação proposta por Lacan com o procedimento do passe.

Iordan Gurgel
Data: Monday, March 10, 2008 9:33 PM
De:
Luis Francisco Espíndola Camargo

Mais do que um movimento contra o cognitivismo e a quantificação, “Para que viva a psicanálise” dignifica a face real da experiência humana, àquela ligada as pulsões sexuais. O pilar do cognitivismo e da quantificação se resume em calar as novas formas de satisfação pulsional e modos de gozo. Trata-se de uma tarefa fadada ao fracasso. A ideologia cognitivista se concretiza no fato de não querer saber que a pulsão sexual sempre se satisfaz. O amor à ignorância é uma das resistências à psicanálise.

“A civilização humana repousa em dois pilares, dos quais um é o controle das forças naturais e o outro, a restrição de nossas pulsões. O trono do governante repousa sobre escravos agrilhoados. Entre os componentes pulsionais que são assim colocados a seu serviço, as pulsões sexuais [...] são conspícuas por sua força e selvageria. Que desgraça, se elas se libertassem! O trono seria derrubado e o governante, calcado sob pés. A sociedade está ciente disso — e não permitirá que o assunto seja mencionado” (FREUD, As resistências à psicanálise, 1924).
Data: Friday, March 21, 2008 11:31 AM
De:
Emmanuel Mello


Trabalho no atendimento à toxicômanos e neste campo percebo que a tirania das cifras repete nos pacientes o efeito mais nefasto da droga, a saber, o seu desaparecimento enquanto sujeitos. Pela poesia e pelo direito ao aparecimento do sujeito!

Emmanuel Nunes de Mello (CRP 06-72313)
Psicanalista associado ao CLIN-a
Psicólogo do Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e drogas
Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil

Data: Sunday, June 22, 2008 2:23 AM
De: patrickpsicanalise@gmail.com

Para que Viva a Psicanálise.

Ela faz frente a defesa das singularidades e o direito dos sujeitos serem o que quiserem. Instaura uma outra ética a do desejo e a do dever e possibilita o crescimento das pessoas.

Patrick de Oliveira
Psicanalista - ABRAFP

Data: Wednesday, June 25, 2008 11:55 PM
De: Luciene de Melo Paz

Luciene de Mélo Paz-   EBP-PB

Um mundo totalmente cifrado, seria um mundo gelado,  sem poesia, um mundo em que as palavras se tornariam totalmente duras, transformadas em unidades de classificação por sua ligação com a cifra. Seria um mundo sem lugar para o amor, para as paixões, não haveria espaço para psicanálise de orientação lacaniana, para a poesia. Seria um mundo sem Lacan, sem Freud, sem Nietzsche. Um mundo sem Drumond, sem Vinicius, sem Tom. Um mundo sem graça.. Sinto calafrios de pensar num mundo assim quando olho para os meus filhos. Declaro minha total adesão ao Movimento Para que Viva a Psicanálise.

Luciene de Mélo Paz - Psicóloga, Psicanalista EBP-PB
luciene_paz@ig.com.br

 
 
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