Oficina DAÍ GURI – Núcleo de psicanálise com crianças
O inconsciente, a angústia e a criança
Na particularidade dos sintomas atuais das crianças, onde o saber da educação, das terapias do “todos iguais” que excluem a resposta subjetiva de cada criança, torna-se ainda mais necessário uma clínica orientada para o real. Clínica que possa dar lugar à singularidade de cada sujeito infantil à solução de seu sofrimento.
Então, o que permitiria à criança lidar com a falta do Outro sem responder com seu corpo ao gozo feminino como imperativo podendo fazer dele um enigma? O desafio da clínica com crianças consiste em: Como introduzir a criança ao inconsciente, como sujeito de pleno direito, fazendo do seu sofrimento uma pergunta que o inclua e permita um trabalho analítico.
Tomando como eixo esta questão, trabalharemos o livro “Marisa: A Escolha Sexual da Menina” que demonstra a que ponto os matemas de Lacan são preciosos para o clínico em sua prática. E também traz de maneira luminosa por que uma psicanálise nada tem a ver com atividades educativas, pedagógicas...
Nos colocamos ao trabalho neste núcleo, contando com a presença de todos aqueles que compartilham com esse desejo de saber.
* Núcleo sustentado pelo cartel constituido por: Maria do Rosário do Rego Barros, Cristina Vidigal, Teresa Pavone, Inez Carneiro Brito e Nohemí Ibáñez Brown.
Texto: Lefort, R. “Marisa: a escolha sexual da menina”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1997.
Capítulo 5: ”A chegada do menino do lobo desencadeia a recusa, a agressividade e a fuga de Marisa. Resolução pela metáfora”
Coordenação: Nohemí Ibáñez Brown e Inez Carneiro Brito.
Atividade aberta |