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FALASSER - Nº. 02 |
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Dez anos da Escola de Lacan na Paraíba. Momento de celebrar um percurso traçado na letra que desliza, imprimindo a cifra de uma formação orientada para o real. Um feliz encontro entre a psicanálise lacaniana e o artista que através do seu traço, transmite o saber fazer com o real que se apresenta na experiência humana. A letra do texto, o traço do artista, disjuntos, unem-se pela via da contingência articulando, à maneira do sinthome, saber e gozo. O falasser, neologismo lacaniano, que faz ressurgir o corpo vivo das cinzas do significante, encontra no desenho de Flávio Tavares, um modo de expressão
SUMÁRIO Artista paraibano, que retrata através da sua arte, a riqueza de todo um universo composto de mistério e poesia, de cenas que revelam o feminino, o realismo fantástico e seus mitos, apresentando uma tessitura de elementos que inspiram a interlocução entre a sua obra e a psicanálise. Comemorando 40 anos de atividade artística neste ano de 2007, o pincel de Flávio Tavares, ilustra a capa de nossa revista, que também homenageia uma década de trabalho da Escola Brasileira de Psicanálise na Paraíba. Entregamos ao público a Falasser, revista da Delegação Paraíba, que após dois anos de seu lançamento, vem em seu segundo número, cumprir com a função de fazer circular o produto de nosso trabalho, através das produções daqueles que compõem a Delegação Paraíba e das contribuições de colegas do Campo Freudiano que têm nos prestigiado com suas participações em nossos eventos. Na rubrica Orientação Lacaniana, o leitor encontrará uma conferência de Jorge Forbes “O homem desbussolado – uma clínica do século XXI”, e um seminário de Beatriz Udênio, colega da EOL, "No Nome do pai: as crianças de hoje querem saber?”, proferidos durante as V Jornadas da DPB realizadas em 2005, na cidade de CG. Apresentamos ainda, nesta rubrica, duas conferências proferidas por Romildo do Rêgo Barros “O velho e o novo pai” – Abertura das Atividades 2005 em Campina Grandee“Sujeito e objeto no pânico, na angústia e no medo” – Abertura das Atividades 2006 em João Pessoa. Na rubrica Sexualidade e vida amorosa na contemporaneidade, o leitor encontrará os trabalhos apresentados durante as nossas IV Jornadas – João Pessoa / 2004. Por fim, na rubrica O Nome-do-Pai: versões, ficções e utilidades, publicamos as contribuições dos colegas que apresentaram seus trabalhos em nossas V Jornadas – Campina Grande / 2005. Desejamos ao leitor um bom encontro com cada autor que através do seu texto porta na sua escrita, o traço de exceção do um a um, tecido na sua singularidade.
Cassandra Dias Farias
SUMÁRIO
O velho e o novo pai - Romildo do Rêgo Barros A clínica do homem desbussolado - Jorge Forbes No Nome-do-Pai: as crianças hoje querem saber? - Beatriz Udênio Sujeito e objeto no pânico, na angústia e no medo - Romildo do Rêgo Barros
Ecos do feminino – Gisella Sette Lopes O amor e a mulher – Vânia Ferreira Por causa da mulher – Maria de Lourdes Aragão O pai perdido na direção do que é ser homem – Maria Cristina Maia de Oliveira Fernandes Novas parcerias. Novas famílias? – Margarida Elia Assad O sexo e o tempo: uma experiência clínica? – Nilton Cerqueira O amor de transferência – Roberta Salles Gomes Algumas possibilidades, algumas invenções – Patrícia Badari O nascimento do casal – Cleide Pereira Monteiro A devastação materna na histeria: comentários sobre o caso clínico “A neurose histérica de destino” de Helene Deutsch – Teresa Sampaio Sujeitos contemporâneos: devastados em quê? – Sandra Conrado Um casamento infernal – Cassandra Dias Farias Uma erotomania de transferência – Ângela Pequeno Erotomania: uma forma de amar – Glacy Gonzales Gorski O triunfo da religião, uma leitura – Antônio Eunizé Joyce, construindo Joyce – Glacy Gonzáles Gorski O complexo de Édipo na contemporaneidade – Myrna Agra Maracajá Pai: herança e transmissão – Elisângela Ferreira Barreto De um pai plural ao singular do sujeito – Vânia Ferreira Não recompor o pai – uma versão possível – Cassandra Dias Farias As contingências do Nome-do-Pai: homem, mulher e angústia – Margarida Elia Assad Caçoar do pai: uma saída possível? – Cleide Pereira Monteiro “Eu não preciso de pai” – Maria Cristina Maia de Oliveira Fernandes Da honra à ética do desejo: o advento de um sujeito a propósito do filme “Abril despedaçado” – Sandra Conrado |
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