FALASSER - Nº. 01

Capa da revista Falasser Nº.1
                               Edição 02  sss

m EDITORIAL


Em substituição ao sujeito, o da falta–a–ser,  mortificado pelos efeitos do significante, nasce o falasser. Lacan o definiu, como indo além do sujeito barrado, pois inclui o corpo, inclui a  vertente do gozo. Como correlato desse nascimento, toda a reviravolta no seu ensino.

Encontramos no falasser, um corpo vivo que, apesar da mortificação promovida pelo significante, também produz mais de gozar .
Tal é o desafio de uma análise: trabalhar com o significante e o  gozo, transformando o que antes era maldito em bem dizer, o que passa necessariamente pelo corpo, pelos destinos da pulsão.

A nossa Falasser nasce de um desejo antigo na Delegação Paraíba: através dos significantes, das palavras escritas dos seus membros, vivificar um corpo; um objeto, que agora circula entre nós, que passa de mão em mão, que toma corpo sob forma de livro; que traz como marca a herança de Sigmund Freud e o ensino de Jacques Lacan e que  trilhando os caminhos da Orientação Lacaniana promovida pela Associação Mundial de Psicanálise, define assim, um estilo.

Contemplamos nesse número inaugural,  algumas rubricas que refletem um pouco do nosso percurso como Delegação da Escola Brasileira de Psicanálise e do trabalho dos seus membros: na Orientação Lacaniana , apresentamos as conferências de Jorge Chamorro, de Marcus André Vieira e de Nora Gonçalves,  proferidas respectivamente,  em nossas I, II  e III Jornadas, que tiveram  como tema “O ato do analista na clínica do real”, “O analista na cena pública” e “Os princípios da prática lacaniana” . Na rubrica  Os princípios da prática lacaniana , abordamos inicialmente, os princípios da prática, onde seguimos  quatro eixos temáticos trabalhados pela AMP no seu IV Congresso Mundial ( o enquadre, o tempo, as indicações e contra indicações e a transferência ),deslizamos para os procedimentos clínicos e por fim, trabalhamos a psicanálise e conexões.

Agradecemos aos colegas que disponibilizaram seus trabalhos, assim como a nossos convidados, que gentilmente cederam suas conferências para serem publicadas e especialmente, à pessoa de nossa Coordenadora Geral, Margarida Elia Assad, que com seu desejo, possibilitou a  viabilização desse projeto.

Que a Falasser possa inaugurar então, a série do bem dizer, através desse ser que fala, por entre as páginas folheadas, e que diz desse sujeito Escola, que pulsa através da produção de cada um que a faz existir cotidianamente, nesse exercício que consiste em manter viva a Psicanálise!

Cassandra Dias Farias – pela Comisão Editorial



SUMÁRIO

m EDITORIAL - Cassandra Dias Farias

m ORIENTAÇÃO LACANIANA

A Interpretação: manifestação do desejo do analista - Jorge Chamorro

Pressupostos e procedimentos da prática analítica - Nora Gonçalves

O analista, a cena e o público ou coletivizando o objeto  - Marcus André Vieira

m OS PRINCÍPIOS DA PRÁTICA LACANIANA

1 - Princípios da Prática
O Enquadre

A dissimetria lacaniana: quando a contra – transferência é contra a transferência
Vânia Ferreira

A dissimietria  do imaginário: um princípio da fantasia - Sandra Conrado

O Tempo
A prática lacaniana e o Princípio da imprevisibilidade – considerações  preliminares sobre o tempo lógico - Cleide Pereira

O Tempo de Saber - Margarida Elia Assad

As indicações e contra indicações
Uma análise, para quem ? - Cassandra Dias Farias

A Transferência
Entrevistas Preliminares – da demanda de alívio à entrada em análise ( apesar dos objetos )
Maria Cristina Maia

2 – Procedimentos Clínicos
A transferência negativa na neurose obsessiva - Glacy Gonzales Gorski

Estratégia do Analista frente à depressão - Roberta Salles

3 – Psicanálise e Conexões
A Psicanálise em tempos de consumo - Maria de Lourdes Aragão

O Zeitgeist e a crise de paradigmas - Luciene de Mélo Paz

 



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