A Escola Brasileira de Psicanálise - Escola do Campo Freudiano (EBP - ECF), fundada a 30 de abril de 1995 pela Associação Mundial de Psicanálise (AMP), no Rio de Janeiro, inscreve-se no movimento de reconquista do Campo Freudiano lançado por Jacques Lacan no dia 21 de junho de 1964, ao fundar sua Escola.
A Escola tem por objetivo a psicanálise e, por finalidade, a restauração de sua verdade e a transmissão de seu saber, oferecendo-o ao controle e ao debate científico. Ela ministra uma formação e garante a relação dos psicanalistas, seus membros, com esta formação, colocando-a em debate.
As Escolas pertencentes à AMP, da qual a EBP é membro, partilham uma orientação comum e coordenam suas atividades, embora mantendo completa autonomia institucional. Elas são oito, incluindo a EBP.
A Escola também coordena suas atividades com as dos Institutos do Campo Freudiano. Ela colabora com a Federação Internacional das Bibliotecas do Campo Freudiano (FPCF); pretende criar ou desenvolver, em cada cidade onde esteja representada, "Bibliotecas do Campo Freudiano" para reunir livros, revistas e documentos que interessem à psicanálise ou às disciplinas que lhe sejam afins.
A Escola edita periodicamente o seu Correio e a revista Opção Lacaniana, publicação internacional promovida pela AMP e que está a ela associada.
A sede da Escola é permutada a cada dois anos entre as Seções. A atual sede, pelo biênio 2007-2009, se encontra no Rio de Janeiro.
A Assembléia Geral reúne uma vez por ano o conjunto dos membros da Escola, em dia com suas cotizações.
O Conselho Deliberativo compreende 10 membros; zela pelo bom andamento da Escola e por suas orientações políticas e epistêmicas. Seu presidente, eleito por um ano, é também o presidente da Escola.
Os atuais conselheiros da EBP são: Iordan Gurgel (Presidente), Ana Lúcia Lutterbach, Ana Lydia Santiago, Angelina Harari (Secretária), Antonio Beneti, Ariel Bogochvol, Elisa Alvarenga, Oscar Reymundo, Sônia Vicente e Vera Avellar Ribeiro.
A Diretoria Geral assegura a gestão da Escola. É constituída pelo Diretor Geral, eleito por dois anos, assistido por um Diretor Secretário e um Diretor Tesoureiro.
A atual diretoria está constituída por: Marcus André Vieira (Diretor Geral); Sérgio de Castro (Diretor Secretário); Elisa Monteiro (Diretora Tesoureira).
A POLÍTICA DA ESCOLA
Plano Diretor da gestão 2007/2009 - (Arquivo PDF)
O trabalho da EBP se desenvolve através de suas Seções e Delegações, sediadas atualmente em 13 estados, que editam diversas publicações.
As Seções reproduzem a estrutura da Escola no plano de um Estado; as Delegações possuem uma estrutura mais reduzida. Em uma forma ampliada, a Diretoria inclui os Diretores de Seções.
Diretores das Seções: Tânia Abreu (BA), Simone Souto (MG), Gisela Sette Lopes (PE), Heloisa Caldas (RJ), Oscar Reymundo (SC), Sandra Grostein (SP).
Coordenadores de Delegações:Geraldo Alberto Viana Murta (ES), Cristina Maia (PB), Fátima Ramos (PR), Angela Pequeno (RN). Delegação Geral: Ary Farias (MT), Eduardo Riaviz (MA), Cristiano Pimenta (GO).
A admissão como membro da Escola é decidida pelo seu Conselho e homologada pelo Conselho da AMP. A admissão a uma Seção, como correspondente, é arbitrada pelo Conselho desta e homologada pelo Conselho da EBP. O Conselho da Escola funciona ainda como Conselho para as Delegações, promovendo atividades em cada uma delas.
DOS MEMBROS
A EBP, seguindo a proposta de Jacques Lacan, tem dois modos de nomeação: o Analista Membro da Escola (AME), escolhido dentre seus membros por uma Comissão de Garantia, e o Analista da Escola (AE), nomeado pelo dispositivo do passe. Além disso, os membros da Escola, podem ser reconhecidos como analistas praticantes (AP) se assim o desejarem.
A admissão como membro da Escola é decidida pelo seu Conselho e homologada pelo Conselho da AMP. A admissão a uma Seção, como correspondente, é arbitrada pelo Conselho desta e homologada pelo Conselho da EBP. O Conselho da Escola funciona ainda como Conselho para as Delegações, promovendo atividades em cada uma delas. (esse parágrafo, portanto, sai de onde está e passa a integrar essa subseção).
Não é necessário ser membro da Escola para participar de um de seus cartéis (pequenos grupos de cinco pessoas, estruturados em regras precisas estabelecidas por J. Lacan para a realização de um trabalho comum).
O princípio "Quem ensina o faz a seu próprio risco" figura nos estatutos da Escola. O ensino na Escola é dispensado por seus membros, sob sua responsabilidade, em diversas situações e lugares, e por eles declarado. Parte desse ensino se desenvolve nos locais da Escola e de suas Seções, estando colocado sob a responsabilidade das instâncias pertinentes, sendo os encargos do ensino permutativos. |