Colofón

O Colofón, Boletim das bibliotecas do Campo freudiano, brotou na primavera de 1991 da cabeça e das mãos de Judith Miller. Digamos que ela pôs todo seu corpo na jogada para que Colofón ganhasse corpo. Nasceu em maio em Barcelona com 14 páginas. Foi ganhando capa colorida, volume, editoração cuidadosa, múltiplas cidades envolvidas mas desde que era fininho e artesanal já nos dava a ler sua consistência. Foi gestado como o braço escrito da Federação internacional de bibliotecas do Campo freudiano (então FIBCF, hoje FIBOL) e como uma das modalidades fundamentais do próprio Campo. Energia e saber-fazer foram a receita minimalista do primeiro número que fala pela rede e que hoje festeja 25 anos e mais de 100 páginas.

Em português pode ser escrever de duas maneiras, ou COLOFÃO OU CÓLOFON. Segundo podemos lemos no verbete do E-dicionário de termos literários, de Carlos Ceia: “O colofão aparece no século XV, após a invenção da imprensa, e já então representava uma marca de prestígio do editor. As palavras “fim” ou “finis”, e também “Laus Deos” (“Deus seja louvado”), após a conclusão de um texto, podem também ser consideradas colofões” [i].

Adriana Testa, responsável da FIBOL América nos ensina:

“Vocês sabem que ‘colofón’ é a nota colocada geralmente na última página de um texto, onde se detalham os dados da publicação: nome da gráfica, nome e endereço do impressor, lugar, data, tiragem (atualmente se usam as primeiras páginas). Também é o que serve para concluir uma ação, especialmente para dar uma sensação de tê-la deixado no seu ponto mais alto. Por essa razão define-se o como cume, cima, coroamento, término, fim. A modo de digressão, aponto um dado que achei no Google e que pareceu-me eloquente para os alcances dessa publicação.

“Costuma se dizer quando se coloca um ponto final a alguma coisa ou quando acontece aquilo sem o qual não poderia realizar-se uma empreitada. A origem do adagio foi indicada por Estrabón no livro XIV da sua Geografía, escrevendo que antigamente a cidade de Colofón abundava tanto em força naval como em cavalaria, até o ponto que aí onde havia uma guerra que não podia se concluir, a ajuda da cavalaria de Colofón colocava o ponto final. E assim nasceu o proverbio “lhe acrescentou o colofón”.

Tal vez, nestes tempos de altas velocidades nas rotas informáticas, não resulte para nada mal, fazendo base nas Bibliotecas, recorrer à força da cavalaria de Colofón” [ii].

As Bibliotecas da EBP oferecem ao leitor os sumários de todos os volumes que constam nos seus acervos e a versão digitalizada de alguns exemplares, hoje difíceis de obter, com o desejo de somar sua força à cavalaria de Colofón da FIBOL. O desejo das nossas prateleiras é poder aumentar a coleção de Colofón, ainda que persevere sempre incompleta.

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[i] CEIA, Carlos, E-dicionário de termos literários. Disponível em: http://edtl.fcsh.unl.pt/business-directory/6665/colofao-ou-colofon/
[ii] Fragmento da Noche de Biblioteca: Presentación de la Revista Colofón N° 35, “Acto Político”–EOL Sección La Plata, 11 de Mayo de 2016. Disponível em: http://www.eol-laplata.org/blog/index.php/colofon-en-clave-a-los-25-anos-de-su-primera-edicion/

SUMARIOS E CAPAS Colofón